Estudo premiado indica melhor método para tratar retinopatia diabética

Pesquisa que compara três tratamentos para retinopatia diabética dá prêmio a pesquisadores do Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto

Uma equipe do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP avaliou três tipos de tratamento para retinopatia diabética, lesão na retina causada pela diabete que pode levar à cegueira. A comparação entre o laser tradicional (somente uma mira); apenas uso de medicamento; e o laser de miras múltiplas associado ao medicamento indicou como mais vantajoso o último método.

Os resultados foram apresentados no trabalho Função da Retina nos Olhos com Retinopatia Diabética Proliferativa Tratada com Ranibizumab intravítrea e/ou Fotocoagulação Panretina a Laser, que ganhou prêmio Oral Bravs Award – 2017 Retinal durante o 42º Congresso Brasileiro da Sociedade de Retina e Vítreo, ocorrido em abril no Rio de Janeiro.

O estudo é de autoria dos professores Rodrigo Jorge, André Messias e dos pesquisadores Katharina Messias e Rafael De Montier Barroso.

O professor Rodrigo Jorge conta que o tratamento convencional com laser destrói a retina periférica. As bordas da retina ficam sem suprimento sanguíneo e necrosam. Assim, a pessoa perde a visão periférica. “Essa técnica queima células boas para salvar a visão principal. O paciente perde a visão periférica, mas o centro da retina fica preservado”, explica o médico.

Outro problema apontado pelo professor para a técnica tradicional com laser é que ela faz com que a retina produza a proteína VEG – que estimula a formação de vasos sanguíneos anormais, os chamados neovasos. Eles sangram com facilidade e formam um novo tecido no local, o que pode acabar provocando o descolamento da retina.

Já quando tratamento é realizado somente com medicamento, a droga Ranibizumab, a retina tem maior preservação da área periférica. “Isso não significa que se deve abandonar o laser”, alerta o professor. Para ele, a melhor indicação é a mescla do tratamento medicamentoso com o uso de um laser com múltiplas miras (em pontos específicos planejados pelo computador), o que não causa tanta perda de função.

Rosemeire Talamone, de Ribeirão Preto

Fonte: Jornal USP

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Café verde regula níveis de glicose em pacientes com diabetes tipo 2

Extrato de café verde é rico em ácido clorogênico, que atua como emagrecedor natural e ajuda a reduzir os níveis de glicose no sangue

Regular os níveis de glicose e auxiliar no emagrecimento saudável são as principais funções do ácido clorogênico. Embora a substância não seja muito conhecida, seus efeitos vêm sendo tema de estudos que a relacionam à saúde e à longevidade.

O café é o alimento mais rico em ácido clorogênico, especialmente o extrato de café verde, que tem alta concentração. “Essa substância ajuda a reduzir os níveis de glicose no sangue e impede que o organismo utilize o açúcar dos alimentos como fonte de energia, obrigando o corpo a retirar a energia do próprio estoque de gordura”, diz a endocrinologista Vania Assaly.

Os múltiplos benefícios do extrato de café verde

Ao evitar o acúmulo de gordura localizada, o ácido clorogênico contribui para regular os níveis de glicose no sangue, auxiliando no tratamento de diabetes tipo 2. Além disso, também atua como coadjuvante no emagrecimento, ajudando na perda de peso, desde que associado a hábitos saudáveis.

Por ser rico em cafestol e kahweol, o extrato de café verde também ajuda no funcionamento do fígado, um dos órgãos que mais trabalha no corpo. Essas substâncias estimulam a ação da GST, enzima responsável pela desintoxicação do organismo.

Pesquisas médicas recentes associam café, saúde e longevidade

Um estudo feito por pesquisadores do Instituto Tecnológico de Monterrey, no México, divulgado na edição de fevereiro de 2017 da publicação científica norte-americana Molecules, reconheceu que, ao ser usado como nutracêutico, o ácido clorogênico possui propriedades antioxidantes, antiobesidade, antidislipidemia, antidiabéticas e anti-hipertensivas, podendo ser usado para a prevenção e tratamento da síndrome metabólica e distúrbios associados.

O Aché Laboratórios reconhece os benefícios do extrato de café verde e apresenta o nutracêutico Svelim. Produzido a partir do extrato purificado de café verde com 45% de ácido clorogênico, picolinato de cromo e óleo de cártamo, o produto age no metabolismo e ajuda a manter a boa forma com baixo teor de cafeína.

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Brasileiros mais próximos do pâncreas artificial

Medtronic lança no País o sistema MiniMed 640G que conta com tecnologia capaz de prevenir episódios de hipoglicemia em pessoas com diabetes

A Medtronic traz para o Brasil um sistema de bomba de insulina e monitorização contínua de glicose muito mais eficaz para controlar os níveis de glicemia e administrar a infusão de insulina. O MiniMed 640G é um dispositivo inovador que imita a forma como um pâncreas saudável fornece insulina ao corpo, a fim de ajudar as pessoas com diabetes a obter melhor controle glicêmico. Considerado um novo passo rumo ao pâncreas artificial, o sistema é o primeiro no mundo a, automaticamente, suspender a infusão de insulina quando prevê uma crise de hipoglicemia (queda do nível de açúcar no sangue) e a reiniciar a administração do hormônio quando a taxa de glicose volta a atingir um nível seguro.

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Você sabia que o diabetes pode ter relação com a hepatite C?

Pacientes portadores do vírus da Hepatite C têm quatro vezes mais chances de desenvolver o diabetes tipo 2

Atualmente, há cerca de 3 milhões de portadores do vírus da hepatite C (HCV) no Brasil. Desses, aproximadamente 85% não foram diagnosticados e apenas 3% estão em tratamento. Além disso, a HCV não ataca somente o fígado, mas pode, também, desencadear o diabetes tipo 2. De olho nisso, o laboratório Gilead com o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes lança a campanha #NaPontaDoDedo para conscientizar a população sobre a relação entre a hepatite C e o diabetes tipo 2, e alertar para a importância do teste anti-HCV, que é simples, rápido e pode ser feito no SUS com apenas uma picada na ponta do dedo.

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Produtos Stevita: bolos, pudins, chocolates e adoçantes à base de Stevia

Olá, pessoal!

Estou sumida do blog já tem um tempão, né? Mas desde que me mudei para São Paulo, minha vida não parou um minuto! Trabalho, vida de dona de casa, muitas responsabilidades novas… Acho que agora estou, finalmente, me adaptando à rotina aqui.

Recentemente, ganhei em uma promoção um kit de produtos Stevita que, como o nome diz, são adoçados à base de Stevia. E, com certeza, você já deve ter ouvido sua nutricionista ou endocrinologista falar que este tipo de adoçante é o mais indicado para pacientes com diabetes, já que é feito à base de uma planta, ou seja, natural. No entanto, muitas marcas misturam a Stevia com outros tipos de adoçante não tão saudáveis assim,  e acaba que o produto fica com pouco ou quase nada de Stevia. E, você, leva gato por lebre. Já os produtos Stevita são 100% feitos à base de Stevia, sem lactoses e muito saborosos!

O kit que recebi contém adoçantes para bebidas quentes, como café e chás, nas versões líquida, em pó e em sachês (para levar na bolsa); adoçante para forno e fogão, para fazer, por exemplo, bolos e tortas; bolo e pudim de chocolate e chocolate em pó. Fiquei apaixonada pelos produtos, especialmente as misturas de bolo e pudim, que me surpreenderam pelo sabor e textura. Já o chocolate em pó virou o meu queridinho! Antes, detestava cacau em pó puro, hoje não vivo sem o chocolate em pó da Stevita, já que é docinho por causa da Stevia, mas sem sabor residual.

E a marca tem muitos mais produtos todos feitos com Stevia! Se você ficou curioso e quer saber mais, acesse o site da Stevita e aproveite para conhecer também as receitas maravilhosas!

Beijos e até a próxima!

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Nova loja virtual da BD: para comprar agulhas e seringas sem sair de casa!

A BD acaba de anunciar uma novidade que vai facilitar muito a rotina de quem convive com o diabetes: a partir desta segunda, 8 de maio, a empresa vai ter uma loja virtual! Agora, vai ser possível comprar as agulhas e seringas da marca sem sair de casa. A loja vai entregar em todo o Brasil, trazendo mais comodidade e facilitando o acesso aos produtos para aplicação de insulina ou GLP-1.

“A ideia da loja virtual surgiu para oferecer uma maneira mais fácil de realizar as compras dos produtos para aplicação de insulina e esta novidade está alinhada com o objetivo da BD de oferecer mais conforto e melhorar o tratamento das pessoas com diabetes”, disse Wellington Nazaret, Gerente de Produto da BD.  “Nossos produtos são parte da vida de muitos brasileiros. Queremos estar, cada vez mais, próximos dos nossos pacientes para levar um produto de qualidade para todo o país!”.

O gerenciamento e entrega serão feitos em parceria com a Drogaria Nova Esperança, rede de farmácias de ótima reputação no site Reclame Aqui e reconhecida com o selo Diamante da consultoria especializada e-bit, que é concedido para lojas com entregas dentro do prazo, alto índice de resolução de problemas, facilidade de compras, entre outros requisitos de qualidade.

E o mais legal é que seguidor do blog tem desconto especial! Clique no banner abaixo, use o cupom #bd_convivendo e garanta 15% de desconto nos produtos da BD!

Não dê espaço para as complicações!

Sabemos que uma rotina regrada no tratamento contribui muito para evitar complicações e manter um bom controle da glicêmico. Para ajudar nisso, além de conveniência e de praticidade, o acesso fácil e rápido aos produtos da BD a um clique permite que sempre haja material disponível para as aplicações. Sabemos que a a reutilização da agulha e da seringa traz riscos à saúde.

Apesar da  recomendação da Anvisa de uso único dos materiais, muita gente usa a mesma agulha mais de cinco vezes. Os motivos vão desde conveniência, economia, falta de outra seringa ou agulha até falta de orientação apropriada por parte de alguns profissionais de saúde.  Mas é bom saber: a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) concluiu recentemente,  em posicionamento oficial, que a reutilização de agulhas e seringas para insulina não é uma prática recomendada.

Por isso, fique ligado! Para receber mais dicas úteis sobre tratamento e qualidade de vida, você pode seguir a página Vivendo Bem com Diabetes no Facebook. Lá, a BD sempre posta informações sobre o diabetes. E depois confira a loja online e conte para nós o que achou!

Acesse o site: http://www.bd.com/brasil/loja

 

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Como escolher o adoçante forno e fogão?

Bateu aquela vontade de comer um doce. Para controlar melhor a glicemia você opta por fazer com adoçante. E vem as dúvidas: qual o melhor adoçante? Qual é mais saudável? Qual adoça sem deixar sabor residual, aquele gostinho amargo ?  Devo usar a mesma quantidade que usaria de açúcar? O primeiro passo é escolher um adoçante  próprio para a receita que você está desenvolvendo. Se você for cozinhar bolos, tortas ou doces que precisem de fogo é importante que ele seja específico para forno e fogão. Ou seja,  capaz de aguentar altas temperaturas sem perder o sabor.  Para saber isso, só olhar a embalagem e ver se está escrita a expressão forno e fogão.  Depois, vamos aos tipos de adoçante. São muitas as opções que temos no mercado. O que é muito bom, pois assim podemos variar sabores e preços. Aqui, vou listar os principais adoçantes que vendem no Brasil, podendo ser encontrados facilmente na internet, também.

Adoçante à base de stevia

O adoçante à base de stevia é considerado o melhor tipo de adoçante para diabéticos, pois é feito a partir de uma planta. Além da stevia para adoçar sucos e cafezinhos, as marcas desenvolveram também a versão para forno e fogão. O preço é um pouco mais elevado em relação aos outros tipos de adoçante.  Além disso, o adoçante à base de stevia costuma não ter um gosto muito forte quando ainda está crua a receita, ou seja, antes de ir para o forno ou fogão. Então, por mais que você sinta que o sabor ainda não está doce mesmo tendo colocado uma xícara de adoçante, fique tranquilo, leve ao fogo e você verá que depois de pronto o sabor do adoçante fica mais presente.

O adoçante à base de stevia é muito bom, porém pode deixar sabor residual. Por isso para cada receita eu opto por um adoçante diferente. Por exemplo: para fazer biscoitos sinto que a stevia não fica muito bem, pois deixa um sabor residual além de não se dissolver com facilidade. Isso é um ponto importante a ser destacado. O adoçante à base de stevia é em pó bem fininho e tem de ter cuidado para não se sufocar principalmente quando for bater a massa com batedeira. Além de demorar um pouco para se dissolver podendo, às vezes, ficar em grumos.  Apesar de ser feito à base de stevia, muitas marcas adicionam outros tipos de adoçante a mistura. Então, é importante ficar atento ao rótulo.

Sucralose

O queridinho da indústria e de muita gente, a sucralose. Quando você come um chocolate diet ou algum doce diet na rua, com certeza, ele foi adoçado com sucralose. Feita a partir de um processo químico, a sucralose vem da cana de açúcar e é considerada um dos melhores adoçantes para forno e fogão. O preço é bom, sabor bem doce sem amargor e fácil utilização em receitas. A dose do adoçante é a mesma a de que você usaria em receitas com açúcar.  Apesar de ser considerada segura para uso, pesquisas recentes mostram que a sucralose quando aquecida libera toxinas.  Além de ser contraindicada para pessoas com problemas na tireoide.

 

Ciclamato de sódio e sacarina sódica 

Existem muitas opções de adoçante à base de ciclamato de sódio e sacarina sódica no mercado. Com um sabor bem próximo ao do açúcar, esse tipo de adoçante deixa as receitas bem doces, sem amargor e aguenta altas temperaturas sem perder o sabor. Além disso, ao colocar na receita você já pode sentir o sabor na hora, o que facilita adoçar bolos e tortas.  Sabe aquele doce que você comeu e jurava que tinha açúcar mas era diet? Provavelmente ele foi feito com este tipo de adoçante. Contudo, em relação ao uso é preciso atenção. Este adoçante é muito concentrado. Logo, a quantidade que se usa é bem pequena para adoçar uma receita. Muitas críticas são feitas a ele por ser um produto com sódio. Contudo, é importante ter em mente que se usa uma pequena quantidade para uma receita.

Maltodextrina: mocinha ou vilã?

Todos os adoçantes levam em sua composição a maltodextrina. Resultado da hidrólise do amido ou da fécula, a maltodextrina é um carboidrato. Muitos diabéticos temem que esta substância interfira na glicemia aumentando-a consideravelmente como o açúcar. A Associação Nacional de Atenção ao Diabetes, a ANAD, que é responsável por aprovar os alimentos dietéticos no mercado, diz que a maltodextrina contida nos adoçantes pode ser consumida por diabéticos. Segundo o órgão, a quantidade utilizada nos adoçantes é segura, além de ser um carboidrato de lenta absorção no organismo. Contudo, a ANAD destaca que é importante que o paciente seja orientado por um nutricionista quanto as quantidades e doses de adoçante.

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Eu não tenho mais diabetes.

Olá, meus amores!

Bom, o título já diz tudo, né? Pois é. Eu não sou mais diabética. Mas isso não aconteceu do dia pra noite. Foi um longo processo que envolveu hipoglicemias, exames e médicos.  E agora que tudo está mais calmo, eu estou aqui pra contar pra vocês. Estou compartilhando isso, porque o blog vai mudar e parte dessa mudança veio dessa transformação que minha vida passou nos últimos meses.

Não estou aqui dizendo que é possível curar o diabetes. Nada disso. Nem eu sabia que era possível reverter esse quadro. Só fui descobrir quando aconteceu comigo, de forma espontânea. Em nenhum momento eu busquei a cura do diabetes. Eu nem pensava nisso, para falar a verdade. O que aconteceu comigo não é nada sobrenatural. Vocês vão entender ao longo do texto. E espero que vocês continuem junto comigo nessa nova etapa. 🙂

Meu diagnóstico de diabetes

Eu sou filha de pais diabéticos tipo 2 e tenho muitos familiares que são diabéticos tipo 2. Em 2015, eu dei entrada no hospital com um quadro de pancreatite e cetoacidose diabética. Aquilo me pegou de surpresa porque eu era muito nova, apenas 24 anos, sempre fazia exames e nada dava alterado. Inicialmente, a equipe médica que me atendeu achou que eu fosse tipo 1 por causa do quadro de cetoacidose, que geralmente acontece com pessoas que tem diabetes tipo 1.

Inicialmente, meu tratamento foi à base de insulina NPH e regular. Com o tempo minha glicemia foi estabilizando e eu fui precisando cada vez menos da insulina regular, até que eu parei de precisar. Minha médica manteve a NPH, duas vezes por dia, e um medicamento oral que era metformina combinada com outro composto para ajudar na sensibilidade à insulina. Na época, o meu plano de saúde não realizava exame para dosar os anticorpos do diabetes, o que determina se você é tipo 1 ou tipo 2. No entanto, por eu não precisar mais da insulina regular, tudo levava a crer que eu era diabética tipo 2.

Muitas hipoglicemias

No meio do ano passado, eu comecei a ter muitas hipoglicemias. Minha médica começou a reduzir a dose da NPH, aos poucos. Mas as hipos continuavam e a gente não entendia a mudança repentina no meu quadro. Eu não estava comendo menos e nem me exercitando mais. Simplesmente, a glicemia foi caindo. E eu precisando cada vez menos de insulina.  Com isso, eu parei de tomar a insulina NPH e mantive o medicamento oral para o diabetes. No entanto, eu continuei tendo hipoglicemias com o medicamento. Também fui reduzindo aos poucos a dose e mesmo assim a hipo  estava sempre presente.

Diante do desespero de tanta hipoglicemia sem nenhuma hiperglicemia, eu parei de tomar o medicamento. Mudei de médica para ter outra opinião. Fiz a dosagem dos anticorpos para o diabetes e peptídeo C, que vê se o seu pâncreas produz insulina. O resultado deu negativo para diabetes tipo 1 e meu pâncreas estava lá, ativo e em bom funcionamento. Após esses exames e acompanhamento minucioso da glicemia antes e após as refeições, minha médica chegou a conclusão de que eu não era mais diabética.

Eu fui curada do diabetes?

Não. Eu não tomei chás para curar o diabetes, eu não fiz dieta cetogênica e não tomei água de quiabo. Nada disso. O que inicialmente achávamos que era diabetes tipo 2, na verdade, era diabetes secundário. O que isso significa? Que eu desenvolvi diabetes após o quadro de pancreatite que eu tive, o que deve ter causado uma lesão no pâncreas, prejudicando a produção de insulina. Com o tempo, essa lesão foi cicatrizando e o órgão voltou a produzir insulina. É um caso surpreendente mas nem por isso significa que fui curada ou algo do tipo. Nas palavras da minha endocrinologista, foi um processo fisiológico, do próprio corpo.

O que mudou?

Pouca coisa mudou, para dizer a verdade. Tá. Eu não preciso mais tomar nenhum medicamento, nem verificar a glicemia várias vezes ao dia. Mas por conta do histórico familiar de diabetes tipo 2 e por eu ter sido diabética eu tenho de continuar com os exames de sangue a cada três meses, dosando sempre a hemoglobina glicada, que nos mostra a média do açúcar no sangue nos últimos três meses. Além disso, ainda tenho resistência à insulina por causa do sobrepeso, e por isso tenho de continuar com a dieta, exercício físico e perder peso. Nada me garante que no futuro eu não tenha diabetes tipo 2.

Hipoglicemia reativa

Apesar de não ser mais diabética, ainda tenho alguns quadros de hipoglicemia. Como assim? Por eu ter ainda resistência à insulina, meu pâncreas produz mais insulina para compensar aquela que não consegue funcionar no meu corpo, digamos assim. No entanto, se eu comer algum alimento doce ou com muito carboidrato refinado eu tenho um pico glicêmico, o pâncreas libera mais insulina ainda, e o resultado é uma hipoglicemia reativa. O que acontece muito na fase de pré-diabetes. Por isso, continuo de olho na carga glicêmica dos alimentos, sempre escolhendo os carboidratos integrais e ainda carrego comigo o glicosímetro, para checar se eu sentir algum sintoma de hipo. Nos últimos meses melhorei bastante esse quadro. Depois vou fazer um post contando melhor sobre esse assunto pra vocês. Beleza?

O blog vai acabar?

Não, não vai acabar! Eu pensei bastante e cheguei a conclusão que o diabetes faz parte da minha vida de uma forma ou de outra. Faz parte do meu passado recente, do presente da minha mãe e de uma boa parte da minha família. Aqui no blog eu aprendi que por mais que minha voz seja pequena diante de tanta informação na internet, eu tenho a oportunidade de trocar experiências, trazer informações relevantes sobre o tratamento do diabetes e assim motivar que outras pessoas tenham um bom controle da doença e possam ser felizes. E é isso que eu quero continuar fazendo nesse ano. O blog vai continuar e agora com um conteúdo mais informativo, com mais dicas de alimentação e mais receitas zero açúcar. Afinal de contas, continuo comendo meus docinhos diet, rs.

Qualquer dúvida podem me mandar mensagens que vou responder todas com muito carinho!

Um beijo!

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Novidades no tratamento do diabetes: falta pouco para o pâncreas artificial

Entre os dias 15 e 18 deste mês aconteceu a 10ª Conferência Internacional em Tecnologias e Tratamentos Avançados em Diabetes, o ATTD 2017,  em Paris, na França. O evento reúne médicos, pesquisadores e empresas farmacêuticas do mundo todo e apresenta todos os anos as novidades tecnológicas para o tratamento do diabetes. Entre as novidades deste ano estão: novas bombas de insulina cada vez mais próximas ao pâncreas artificial,  novos glicosímetros e sensores para medição da glicose e o lançamento de uma insulina de ação ultrarrápida.

MINIMED 670G. Foto: Medtronic

Bomba 670G da Medtronic se aproxima ao pâncreas artificial

A grande novidade da conferência ficou por conta da bomba de insulina MiniMed 670G da Medtronic que será lançada este ano nos EUA (ainda sem data prevista para o Brasil). A nova bomba é o mais atual e avançado tratamento para diabetes no mundo se assemelhando ao pâncreas artificial. Conectada a um sensor que monitora os níveis de glicose, a bomba aplica automaticamente a insulina de acordo com os valores de glicemia captados pelo sensor. Essa novidade é um grande avanço, já que as atuais bombas de insulina apesar de terem o sensor, ainda não são capazes de fazer interpretações dos valores de glicemia e calcularem as doses de insulina para cada situação. Além disso, o mais interessante destacado pela Dra. Denise Franco é que o sensor desta bomba tem dupla capacidade de leitura, ou seja, além de medir a glicemia ele tem a propriedade de identificar se a medição está sendo feita adequadamente. Caso o aparelho perceba que o sinal do sensor está fraco, ele irá solicitar ao paciente que verifique a glicemia na ponta do dedo, como também permitir o ajuste manual das doses de insulina. O que irá garantir uma segurança maior para o paciente caso aconteça algum erro de calibração da bomba de insulina.

Nova bomba de insulina chega ao Brasil

MINIMED 640G. Fonte: Medtronic

Em entrevista ao canal COZY, a Dra. Denise Franco destacou que a bomba de insulina 640G da Medtronic será lançada ainda neste primeiro semestre no Brasil.  O dispositivo que já é comercializado na Europa e EUA, além de ser à prova d’água, o que irá trazer mais comodidade para os pacientes, é mais inteligente que as atuais bombas de insulina. Conectado a um sensor , que monitora os níveis de açúcar no sangue, o dispositivo é capaz de perceber quando a glicemia está abaixando. Com isso, a bomba irá suspender a liberação de insulina antes que o paciente apresente quadros de baixa glicemia.  Um avanço em relação aos modelos anteriores, que só suspendem a insulina ou avisam ao paciente quando ele já está com hipoglicemia. Além disso, quando os níveis de glicose no sangue se estabilizam, a bomba volta a funcionar sozinha. Tudo isso de forma independente e silenciosa. Contudo, se o paciente quiser ser avisado, a bomba permite ativar a função alarme. Para saber mais, a empresa disponibilizou um vídeo explicativo.

Novo sensor para monitorar a glicemia: Eversense x FreeStyle Libre

Foto: ADJ/Facebook

Outra novidade apresentada durante a conferência foi o sensor da Eversense para monitoramento contínuo de glicose, que dura cerca de três meses na pele. Apesar da maior durabilidade em relação aos sensores atuais como o FreeStyle Libre, que fica na pele por apenas 14 dias, o novo dispositivo é um pouco invasivo e precisa ser aplicado com anestesia local. Um ponto positivo é que este dispositivo tem alertas para hipoglicemias e hiperglicemias, enquanto o Libre não possui essa funcionalidade. Além disso, o novo sensor da Eversense transmite os resultados diretamente para smartphones, é removível, resistente à água e pode ser recarregável.

Insulina que faz efeito em apenas 5 minutos

Foto: Denise Franco/Facebook

Outro destaque foi o lançamento da insulina ultrarrápida Fiasp da Novo Nordisk que promete fazer efeito em apenas cinco minutos, dez minutos antes das insulinas rápidas atuais. O benefício é a prevenção dos picos de glicemia após as refeições que, geralmente, acontecem cerca de 15 minutos após a ingestão do alimento. Com isso, o paciente terá um controle mais satisfatório da glicemia.  A insulina Fiasp servirá tanto para pacientes tipo 1 como tipo 2. A nova insulina se assemelha ao comportamento da insulina endógena, produzida pelo pâncreas que nos pacientes tipo 1 é insuficiente.

Glicosímetros com mais funcionalidades

Para a medição capilar, aquela feita na ponta do dedo, novos aparelhos foram lançados  com cada vez mais funcionalidades e comodidade. Um deles é o glicosímetro da Johnson & Johnson, o One Touch Verio Flex. O novo aparelho permite a conexão com um aplicativo de celular e envia as informações de glicemia do paciente. Além disso, calcula a dose de insulina para cada refeição de acordo com os valores de glicose e quantidade de carboidrato. Outro aparelho apresentado foi o glicosímetro da Sanofi, o MyStar Plus que veio para substituir o iBG-Star. De tamanho pequeno, o dispositivo também se conecta a um aplicativo de celular enviando os valores de glicose, além de esboçar gráficos sobre as tendências de glicemia.

Da esquerda para direita, MyStar Plus e o One Touch Verio Flex. Foto: Momento Diabetes/Facebook

 

 

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Receitas gostosas (e diets) para o Ano Novo: pudim, gelatina colorida e rabanada!

Oi, pessoal!

Ano Novo se aproximando e ainda dá tempo de fazer algo gostoso para passar a virada do ano. Selecionei três receitinhas que minha mãe sempre faz aqui em casa há muitos anos e que dá super certo! O sabor é maravilhoso e não dá muito trabalho, não. Além de ser diet, e assim a gente evita picos glicêmicos. Espero que gostem! E se forem fazer me marquem no Facebook ou no Instagram. 😉

 

Pudim Diet 

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Ingredientes:

  • Uma lata de leite condensado zero açúcar (eu usei a da marca Lowçúcar)
  • 4 ovos
  • 2 xícaras e meia de leite desnatado
  • Adoçante Tal e Qual para forno e fogão e um pouco de água ou frutose (vende em supermercados na seção diet).

Modo de fazer: Para a calda, só levar o adoçante na própria forma de pudim na boca do fogão e ir derretendo em fogo baixo. Acrescente um pouco de água para ajudar a encorpar e derreter o adoçante. Em seguida, bata o restante dos ingredientes no liquidificador e depois coloque na forma. Leve em banho-maria por 50 minutos no forno preaquecido. Delícia! E sem açúcar! 😉

 

 

Rabanada assada e diet (não fica ressecada)

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Ingredientes:

  • Pão de rabanada integral ou comum
  • 3 ovos
  • 1 lata de leite condensado diet (você pode fazer o leite condensado caseiro, a receita está abaixo)
  • 1 litro ou 500 ml de leite desnatado (a quantidade vai variar dependendo da quantidade de pães)
  • 2 colheres de sopa de adoçante Tal e Qual ou outro que seja para forno e fogão
  • Canela à gosto
  • Essência de baunilha (opcional)
  • Manteiga

Modo de fazer: Corte os pães em fatias e reserve. Em um recipiente coloque o leite, o leite condensado e o adoçante e misture bem. E em um prato fundo ou outro recipiente que você tenha em casa, coloque os ovos com uma colher de sopa de leite e algumas gotinhas de essência de baunilha. Misture. Passe as fatias de pão na mistura de leite condensado primeiro, encharque bem, não esprema a mistura, pois isso que vai deixar a rabanada bem molhadinha. Depois, com a mão passe os ovos nas fatias de pão, cuidado para não mergulhar as fatias nos ovos. Em um tabuleiro de tefal ou antiaderente unte com manteiga e coloque as fatias separadas umas das outras. Em cada fatia, coloque um pedacinho de manteiga para que o pão não fique ressecado. Aí leve para assar em forno médio. Não precisa tampar o tabuleiro com papel alumínio. Observe: quando a parte de baixo das rabanadas estiver dourada, vire para outro lado e coloque novamente pedacinhos de manteiga em cada fatia. Quando as fatias estiverem douradas, desligue o forno e retire as rabanadas do tabuleiro. Em um refratário ou outro recipiente passe canela nas rabanadas. Pronto! Fica uma delícia e bem docinho.

 

 

Gelatina colorida diet 

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Ingredientes:

  • Várias caixinhas de gelatina coloridas zero açúcar de vários sabores
  • 1 sachê de gelatina incolor
  • 1 lata de leite condensado zero açúcar (receita no final).
  • 1 caixa de creme de leite
Modo de fazer: Faça as gelatinas coloridas em vários recipientes, dê preferência para fazer em formas ou vasilhas de plástico retas, planas, para depois poder cortar as gelatinas em cubos. Faça cada sabor em uma vasilha e diminua um pouco a quantidade de água, pode ser usando a metade da indicada na embalagem,  para que a consistência fique mais durinha. Faça isso de um dia para o outro. No dia seguinte, corte em cubinhos as gelatinas. Depois, pegue a gelatina incolor e hidrate em 3 colheres de sopa de água. Leve ao microondas por uns 10 segundos ou à banho-maria para que a gelatina derreta e fique líquida.  No liquidificador, coloque o creme de leite, o leite condensado e a gelatina incolor já dissolvida e bata bem.  Por fim, num refratário ou tigela bem bonito, de preferência transparente, coloque as gelatinas coloridas cortadas em cubos e jogue a mistura de leite condensado por cima com muito cuidado. Misture delicadamente para não dissolver as gelatinas. Feche o recipiente com um plástico filme e leve para gelar.
Fica uma delícia e todo mundo gosta, principalmente as crianças.
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Receita de leite condensado zero açúcar caseiro

Ingredientes:
  • 1 xícara de chá de água fervente
  • 2 colheres de sopa de margarina light
  • 2 xícaras de chá de leite em pó desnatado ou integral
  • 1 xícara de chá de adoçante para forno e fogão (recomendo a marca Tal e Qual ou sucralose)
Modo de fazer: Bata todos os ingredientes no liquidificador por uns 5 minutos até formar um creme. Leve à geladeira para ganhar consistência. Se for usar em umas das receitas aqui postadas, recomendo fazer um dia antes para ganhar uma consistência bem firme. Não se espante quando fizer essa receita e perceber que ficou mole. É assim mesmo. A mistura só ganha consistência na geladeira, ok?
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