Como escolher o adoçante forno e fogão?

Bateu aquela vontade de comer um doce. Para controlar melhor a glicemia você opta por fazer com adoçante. E vem as dúvidas: qual o melhor adoçante? Qual é mais saudável? Qual adoça sem deixar sabor residual, aquele gostinho amargo ?  Devo usar a mesma quantidade que usaria de açúcar? O primeiro passo é escolher um adoçante  próprio para a receita que você está desenvolvendo. Se você for cozinhar bolos, tortas ou doces que precisem de fogo é importante que ele seja específico para forno e fogão. Ou seja,  capaz de aguentar altas temperaturas sem perder o sabor.  Para saber isso, só olhar a embalagem e ver se está escrita a expressão forno e fogão.  Depois, vamos aos tipos de adoçante. São muitas as opções que temos no mercado. O que é muito bom, pois assim podemos variar sabores e preços. Aqui, vou listar os principais adoçantes que vendem no Brasil, podendo ser encontrados facilmente na internet, também.

Adoçante à base de stevia

O adoçante à base de stevia é considerado o melhor tipo de adoçante para diabéticos, pois é feito a partir de uma planta. Além da stevia para adoçar sucos e cafezinhos, as marcas desenvolveram também a versão para forno e fogão. O preço é um pouco mais elevado em relação aos outros tipos de adoçante.  Além disso, o adoçante à base de stevia costuma não ter um gosto muito forte quando ainda está crua a receita, ou seja, antes de ir para o forno ou fogão. Então, por mais que você sinta que o sabor ainda não está doce mesmo tendo colocado uma xícara de adoçante, fique tranquilo, leve ao fogo e você verá que depois de pronto o sabor do adoçante fica mais presente.

O adoçante à base de stevia é muito bom, porém pode deixar sabor residual. Por isso para cada receita eu opto por um adoçante diferente. Por exemplo: para fazer biscoitos sinto que a stevia não fica muito bem, pois deixa um sabor residual além de não se dissolver com facilidade. Isso é um ponto importante a ser destacado. O adoçante à base de stevia é em pó bem fininho e tem de ter cuidado para não se sufocar principalmente quando for bater a massa com batedeira. Além de demorar um pouco para se dissolver podendo, às vezes, ficar em grumos.  Apesar de ser feito à base de stevia, muitas marcas adicionam outros tipos de adoçante a mistura. Então, é importante ficar atento ao rótulo.

Sucralose

O queridinho da indústria e de muita gente, a sucralose. Quando você come um chocolate diet ou algum doce diet na rua, com certeza, ele foi adoçado com sucralose. Feita a partir de um processo químico, a sucralose vem da cana de açúcar e é considerada um dos melhores adoçantes para forno e fogão. O preço é bom, sabor bem doce sem amargor e fácil utilização em receitas. A dose do adoçante é a mesma a de que você usaria em receitas com açúcar.  Apesar de ser considerada segura para uso, pesquisas recentes mostram que a sucralose quando aquecida libera toxinas.  Além de ser contraindicada para pessoas com problemas na tireoide.

 

Ciclamato de sódio e sacarina sódica 

Existem muitas opções de adoçante à base de ciclamato de sódio e sacarina sódica no mercado. Com um sabor bem próximo ao do açúcar, esse tipo de adoçante deixa as receitas bem doces, sem amargor e aguenta altas temperaturas sem perder o sabor. Além disso, ao colocar na receita você já pode sentir o sabor na hora, o que facilita adoçar bolos e tortas.  Sabe aquele doce que você comeu e jurava que tinha açúcar mas era diet? Provavelmente ele foi feito com este tipo de adoçante. Contudo, em relação ao uso é preciso atenção. Este adoçante é muito concentrado. Logo, a quantidade que se usa é bem pequena para adoçar uma receita. Muitas críticas são feitas a ele por ser um produto com sódio. Contudo, é importante ter em mente que se usa uma pequena quantidade para uma receita.

Maltodextrina: mocinha ou vilã?

Todos os adoçantes levam em sua composição a maltodextrina. Resultado da hidrólise do amido ou da fécula, a maltodextrina é um carboidrato. Muitos diabéticos temem que esta substância interfira na glicemia aumentando-a consideravelmente como o açúcar. A Associação Nacional de Atenção ao Diabetes, a ANAD, que é responsável por aprovar os alimentos dietéticos no mercado, diz que a maltodextrina contida nos adoçantes pode ser consumida por diabéticos. Segundo o órgão, a quantidade utilizada nos adoçantes é segura, além de ser um carboidrato de lenta absorção no organismo. Contudo, a ANAD destaca que é importante que o paciente seja orientado por um nutricionista quanto as quantidades e doses de adoçante.

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2 Comentários

  1. Adorei ás informações. Tem receita para diabéticos? Numa pesquisa que eu fiz, descobri que os adoçantes seguros para diabéticos e que agendamento altas temperaturas são:sucralose, sacarina e acessulfamek. O que você acha dessa afirmativa.

    1. Olá, Miriam! Tudo bem?
      Eu sempre conto com a opinião da minha nutricionista e, por isso, dou preferência aos adoçantes forno e fogão à base de Stevia ou ciclamato de sódio e sacarina sódica (por exemplo, Tal e Qual).
      A sucralose evito ao máximo porque de acordo com uma pesquisa recente realizada pela Unicamp, ela fica tóxica quando elevada à altas temperaturas.
      Beijos

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