2016: medos, novidades e muita descoberta!

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Comic Con Experience 2016.

 

Oi, meus amores!

Recebi algumas mensagens perguntando porque eu tinha sumido. Eu tinha pensado em fazer um post explicando que ficaria um tempinho ausente, mas na correria do dia a dia eu fui deixando para depois e quando vi, já tinha se passado um tempão! rs

Eu aproveitei esse tempo para me dedicar a outro projeto, mas também para descansar, viajar, repensar e me conhecer melhor. Esse ano de 2016 foi muito louco pra mim. Acho que pra todos nós, não é mesmo? Eu fiz um ano de diagnóstico e muita coisa mudou na minha saúde, no meu tratamento e, principalmente, no meu psicológico. Foram muitas novidades de uma vez só e, por mais que eu tivesse uma postura receptiva com tudo, eu precisava de um tempo para digerir o que estava acontecendo.

Eu fiquei diabética no final de 2015 e entrei o ano de 2016 ainda me descobrindo e entendendo como meu corpo reagia à insulina, como minha glicemia se comportava em diferentes situações e aprendendo a  lidar com os meus medos. Sim, eu tinha muitos. Principalmente, de ter as consequências do diabetes. O blog, que foi criado no dia 7 de janeiro, foi uma ferramenta indispensável na aceitação da doença como também no meu novo olhar sobre a vida e sobre o diabetes.

Aos poucos, conhecendo histórias de vida de outras pessoas doces, dividindo conquistas e trocando experiências aqui na internet e no mundo real fui percebendo que o diabetes não era uma sentença de morte e que eu poderia sim, viver numa boa com a doença. Claro que isso incluiria muitos cuidados e, principalmente, bastante estudo e informação sobre o diabetes.

Ao mesmo tempo que eu passava por isso, eu também tinha meus problemas pessoais, profissionais, familiares e tudo mais, como qualquer pessoa. Seria muito bom se a vida parasse e a gente pudesse cuidar de cada problema por vez, né? Mas como isso só acontece nos nossos sonhos, eu me vi ali me equilibrando aqui e acolá para dar conta de tudo. Muitas vezes chorei, me senti só e também me vitimizei. Quem nunca?

Eu ficava horas e horas pesquisando sobre o diabetes na internet,  perguntando para conhecidos que eram diabéticos como era a vida deles, chorando, conversando com a endocrino, rezando e meditando. Mergulhei de corpo e alma, fui à vários médicos, fiz vários exames, procurei ajuda nutricional diversas vezes, li bastante artigos e informações de confiança (site da SBD, por exemplo) e fui criando a minha biblioteca particular e pessoal de experiências e informações sobre a minha nova vida, com o diabetes.

O início me assustou muito.  Mas depois foi fluindo e ficando mais leve. Não existe vitória sem luta, sem conquista. Aprendi a ouvir o meu corpo e também a entender que por mais que eu tivesse tantas novas obrigações e cuidados, a vida continuava. Caberia a mim decidir qual destino seria. O que poderia parecer desesperador se transformou numa viagem muito interessante, na qual eu saí da minha zona de conforto e adentrei um mundo menos medíocre e menos automático.

Passei a dar valor à pequenas coisas, à momentos, à vida. Eu que sempre fui tão avessa aos números, passei amá-los, quando estes eram abaixo de 120 na tela do glicosímetro. Eu que sempre detestei números quebrados, passei amá-los quando no resultado da hemoglobina glicada vinha um 5,8.  Passei a olhar para comida com atenção e espanto. Como colocam tanta coisa nos alimentos que ingerimos! Foi a frase do ano! rs Com isso, passei a comer melhor, nutrindo corpo e alma. Sempre. Em sintonia. Com alguns pequenos deslizes, é claro, porque não sou tão equilibrada assim.

A vida é esse eterno ganhar, perder, ter, largar, chorar, rir, amar, decepcionar-se. Descobri que para mim uma vida boa é uma vida rica. De experiências. Sejam boas ou más. O importante é a diversidade e pluralidade. Gostei tanto dessas palavrinhas que as coloquei na minha monografia da faculdade de jornalismo. Se eu pudesse resumir 2016 em poucas palavras seriam essas. Um ano de diversos aprendizados, pessoas, situações e com muita pluralidade de informação e de vozes.

Quando já estava tirando de letra toda essa mudança e convivendo super bem com o diabetes, pequenos contratempos surgiram. Testes de fé. Um controle glicêmico ruim, muitas hipos, mudança de médico, de nutricionista, mais exames, dúvidas, medos, insegurança, luta, não vou conseguir, choro, e até que…deu tudo certo!

Por um momento tive medo, mas quem é não tem diante de tanta coisa nova? Assuntos de saúde são sempre delicados, porque nos colocam frente a frente com questões que não estamos tão preparados para lidar. Vivemos uma vida muito automática, burocrática, cheia de afazeres e nos esquecemos de pensar em assuntos tão delicados e preciosos como: o que é a vida? o que eu quero fazer nesse vida? qual o meu propósito? Pensar nisso dá angústia. Mas penso que são nesses momentos de angústia, onde estamos imersos no nada, que nos encontramos. A partir da angústia que podemos construir algo novo e sair do automatismo.

Esse processo que parece hoje bem claro pra mim foi muito difícil e depois com calma vou contar para vocês. Aos poucos, aquele emaranhado de fios foram se soltando e ganhando cor e presença. Cada qual no seu devido lugar, com a sua devida atenção. Aprendi a cuidar de cada coisa: família, saúde, eu, amor, trabalho, etc. E apesar de estar sofrendo nesse calor terrível do Rio de Janeiro, posso dizer com calma e felicidade:

2016: fui e venci!

Um excelente ano para todos nós!

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Entenda como o diabetes pode afetar a visão

Oftalmologista explica como o controle glicêmico é importante na prevenção do Edema Macular Diabético – a principal causa de cegueira irreversível no mundo

unnamedNo Dia Mundial do Diabetes, comemorado em 14 de novembro, Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello Filho, médico oftalmologista e vice-presidente da Regional Sudeste da Sociedade Brasielira de Retina e Vítreo (SBRV), alerta como a doença pode afetar a saúde dos olhos e qual é a melhor forma de tratar o edema macular diabético (EMD), complicação que pode ocorrer na retina do paciente caso ele não realize um bom controle glicêmico desde o diagnóstico.

O diabetes acomete diversos órgãos do corpo e, inclusive, os olhos. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, há atualmente no País cerca de 13,4 milhões de pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2 – sendo boa parte economicamente ativa (entre 20 e 79 anos de idade) – e estima-se que, deste total, 90% deve desenvolver retinopatia diabética ao longo da vida.*

Se o diabetes não for controlado adequadamente desde o seu início, há uma grande possibilidade do surgimento do edema macular diabético. Isso porque o excesso de açúcar no sangue faz com que os vasos sanguíneos dos olhos não consigam reter líquido, levando ao inchaço da retina e prejudicando a visão. De acordo com Dr. Paulo, esse problema acontece em decorrência da retinopatia diabética, lesão de pequenos vasos sanguíneos que mantêm a retina. “O edema macular diabético é a principal causa de cegueira irreversível em quem tem diabetes”, alerta Dr. Paulo Mello. 

O surgimento do edema macular diabético, ao contrário do que se imagina, não é uma doença ligada à idade. Adolescentes e adultos jovens podem desenvolver EMD, caso não tenham um bom controle de seu diabetes. 

“Muitos pacientes só descobrem que têm o problema quando já perderam a visão em um dos olhos. Por isso, é essencial que os diabéticos façam o controle clínico da doença ocular anualmente, visitando o oftalmologista para que possa realizar o diagnóstico precoce o mais cedo possível. Antes mesmo de qualquer alteração visual do paciente”, comenta o Dr. Paulo Mello.

Os principais sintomas da retinopatia diabética são perda da visão central, visão dupla, enxergar manchas pretas no campo visual periférico, visão embaçada e cegueira. “A atenção deve ser redobrada, pois se trata de uma doença silenciosa, já que a perda visual progressiva é indolor e não traz indícios como olhos vermelhos ou secreções”, ressalta o oftalmologista.

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O melhor tratamento para essas doenças oculares é por meio do controle clínico rigoroso, que inclui controle da glicemia, da pressão arterial e dos níveis lipídicos.

Associado ao controle clínico, Dr. Paulo Mello indica tratamento personalizado conforme a necessidade de cada um dos pacientes com EMD, que pode ser através de fotocoagulação à LASER, cirúrgico ou farmacológico (medicamentos inseridos diretamente dentro do globo ocular). Atualmente o tratamento farmacológico é a terapia de escolha para a maiorida dos casos. Uma novidade no tratamento farmacológico do edema macular diabético foi incluída este ano pela ANS (Agência Nacional de Saúde) no rol de procedimentos de cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Tratar-se do OZURDEX®, um implante intravítreo biodegradável de dexametasona, que dependendo da patologia – age por até seis meses, melhora a visão dos pacientes diabéticos e diminui os efeitos colaterais, já que libera medicamento de forma controlada e gradual ao longo do tempo.

“A aplicação intraocular de OZURDEX® é uma evolução importante para os pacientes e os resultados são fantásticos. O medicamento age diretamente na inflamação do edema macular diabético e possui tempo de ação mais prolongado do que os tratamentos disponíveis no mercado”, complementa o oftalmologista. “Por seu mecanismo de ação ser diferente dos tratamento atuais, a possibilidade de associação com outras formas de terapia é uma expectativa muito promissora.”

*Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes (www.diabetes.org.br)

 

Sobre a divisão de Oftalmologia da Allergan 

Presente no mercado mundial há mais de 60 anos, a Allergan começou sua história com foco na saúde dos olhos e, até hoje, investe fortemente na pesquisa e desenvolvimento de produtos para a área oftalmológica. No Brasil, a Allergan possui uma história de mais de 40 anos de investimentos em visão e bem-estar. Com uma fábrica em Guarulhos, tem uma linha completa de produtos já consolidados na Oftalmologia, sendo referência em diversas áreas de atuação.

A empresa conta com um portfólio completo de produtos para o tratamento de diversas enfermidades e condições oculares, tais como o glaucoma, o olho seco, a conjuntivite, as alergias e doenças bacterianas.

Para mais informações, acesse: www.oftalmoallergan.com.br

Fonte: Allergan

 

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Parceria Convivendo com Diabetes e Universo Diet Brasil

O Novembro Azul está chegando cheio de novidades aqui no blog! Agora, temos uma parceria com a loja Universo Diet Brasil para agradar aos docinhos e docinhas do Brasil todo!
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Aqui no blog, eu sempre indico produtos zero açúcar de qualidade. E a gente sabe que é difícil encontrar em algumas cidades tais produtos. Na Universo Diet Brasil você encontra diversos produtos zero açúcar, super saborosos, num preço especial. E o melhor: eles enviam para o Brasil todo pelos Correios.

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Curso de Contagem de Carboidratos com o Dr. Accu-Chek

Pessoal, olha que bacana! Mês passado, a Accu-Chek lançou um curso super legal sobre a contagem de carboidratos. Eu não cheguei a fazer essa forma de controle no meu tratamento do diabetes e, por isso, achava que era um bicho de sete cabeças! hahaha

Mas através desse curso ficou muito mais fácil entender e posso dizer sem medo: é uma excelente ferramenta para o controle glicêmico.

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O curso é bem fácil, tem um pdf e um vídeo muito legal. Você vai aprender de forma lúdica, sem dificuldade 😉

Só clicar neste link e aproveitar! 😉 Ah! É totalmente gratuito <3

 

 

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Metade dos diabéticos morre devido a infarto ou AVC, mas apenas 3% temem essa complicação

Campanha da Sociedade Brasileira de Diabetes alerta sobre as consequências potencialmente fatais do diabetes

De acordo com a International Diabetes Federation (IDF), 50% dos óbitos em pacientes diabéticos se devem a problemas cardiovasculares, como infarto e AVC. No entanto, somente 3% desses indivíduos temem as consequências cardíacas da doença, segundo uma pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Diabetes, em parceria com o Ibope Inteligência

– Só no Distrito Federal, a incidência de diabetes é de 2.475,81 casos a cada 100 mil. Ou seja, 18.003 pessoas com mais de 15 anos têm a doença, segundo o Data SUS.

  -Para conscientizar a população sobre o problema, a SBD lançou a campanha Diabetes sem Complicações, veiculada nas redes sociais da instituição.

-Um vídeo informativo com o casal de artistas Flávia Alessandra e Otaviano Costa – os embaixadores da campanha — traz informações sobre os cuidados necessários para evitar o impacto nocivo do diabetes sobre os rins e o coração.

 -Até 40% dos indivíduos com diabetes desenvolvem problemas nos rins, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Além disso, esses pacientes apresentam um risco de duas a quatro vezes maior de morrer devido a uma doença cardiovascular, como infarto e AVC.¹

-Metade dos pacientes, aproximadamente, não está ciente dessas potenciais consequências, cujo surgimento poderia ser prevenido ou, pelo menos, adiado com um controle adequado do diabetes, segundo revelou a pesquisa Diabetes sem Complicações, que acaba de ser realizada pela SBD, em parceria com o Ibope e com o apoio das farmacêuticas Boehringer Ingelheim e Eli Lilly.

Sobre a pesquisa

O levantamento teve a participação de 600 internautas, sendo 145 pacientes com diabetes, de cidades como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE).

Os resultados demonstraram que as alterações cardiovasculares e renais, embora sejam potencialmente fatais, não estão entre as principais preocupações:

– Menos da metade dos entrevistados (42%) citou as doenças cardíacas como as consequências mais relevantes— e, mesmo entre os diabéticos, elas só foram mencionadas por 56%.³

– O comprometimento dos rins também não está entre os temores mais frequentes. Ele foi destacado por, somente, 55% dos participantes e 72% dos diabéticos, especificamente.³

– Quando questionados sobre o maior medo em relação ao diabetes, apenas 6% pontuaram “ter alguma doença renal”; 3%%, “ter alguma doença cardíaca”; e 21%, “morrer”. A maioria teme a amputação de algum membro (32%) e ficar cego (32%).³

– 18% dos pacientes não sabem o tipo de diabetes que têm e 39% declararam sofrer do tipo I — porcentagem superior à estimativa de prevalência da SBD, que é de 5% a 10%.³

– Mais de 1/4 dos entrevistados (28%) acreditam que o diabetes é uma doença exclusivamente de idosos, revelando desconhecimento sobre o fato de que ela pode acometer, inclusive, crianças e jovens.³

Fonte: SBD

 

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Palestra sobre diabetes tipo 1 em São Gonçalo, RJ

Galera de São Gonçalo, fiquem ligados! Dia 12 de novembro vai ter uma palestra super legal sobre diabetes tipo 1, aí na região.

O evento é gratuito e vai contar com a presença da minha querida amiga Sheila Vasconcellos, que é DM1 há mais de 30 anos, da fofa da Enfermeira Ligia Figueiredo, que é educadora em diabetes e vai esclarecer as dúvidas sobre a doença e da psicóloga Keyla Ornellas, que vai trazer dicas e diálogos sobre como lidar com o diabetes no ambiente familiar e educacional.

Um evento pra toda família e para profissionais da saúde e educação

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Aniversário de um ano do meu diagnóstico de diabetes

Esse mês, no dia 14, fiz um ano de diagnóstico. Relembrar tudo que senti e passei no hospital não foi fácil. Mas também pensei no quanto de coisa boa que me aconteceu durante esses doze meses. Criei o blog, fiz amigos doces, participei de eventos, provei delícias zero açúcar, aprendi a cozinhar, passei a valorizar mais a vida, a ter mais gratidão pelos momentos simples e passei a me importar mais com coisas que realmente são importantes sem me distrair por supérfluos ou futilidades. Mergulhei numa autodescoberta e tive de me reinventar.

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Aquela Bia antiga se transformou em uma nova pessoa. O processo envolveu lágrimas, medos, inseguranças, retrocessos e avanços. Quando achava que eu tinha todas as respostas,tudo mudava e eu tinha que me adaptar a nova realidade. O diagnóstico me fez ter uma postura de aluna diante da vida. Sentei na cadeira e com as minhas questões fui aprendendo o que era essa vida doce. Na prática, tudo até que caminhou bem. Insulina, medições, hipos, hipers, etc.

Depois, veio o psicológico e aprender a lidar com os meus “monstros”. Sempre quando pensava se eu queria ter uma vida tranquila e fácil ou uma vida agitada e cheia de aprendizados, sempre ficava com a segunda opção mesmo sabendo que aprender requer sofrer em carne viva. Mas sentir é o que dá emoção de viver. A vida é assim. Cheia de surpresas, encontros, desencontros mas acima de tudo uma oportunidade de se melhorar.

Umas coisas nascem de outras, enroscam-se, desatam-se, confundem-se, perdem-se. E o tempo vai andando sem perder a si“. Machado de Assis ♡♡♡♡♡♡

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IV Encontro de blogueiros de diabetes da Roche

Oi, pessoal! Para quem me acompanha no Insta, já deve ter percebido que não estou mais no Rio de Janeiro. Sim, me mudei para São Paulo no dia 8 de outubro, no mesmo dia que rolou o IV Encontro de Blogueiros organizado pela Roche em parceria com a Cozy – Diabetes + Leve, aqui em Sampa. Mas, sempre estarei na ponte-aérea, já que não consigo viver longe da minha Cidade Maravilhosa. <3  Como estava numa correria só na minha nova rotina, só tive tempo de verdade essa semana para escrever esse post para vocês.

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O Encontro de Blogueiros da Roche, que já está na sua quarta edição, foi um evento lindo que reuniu docinhos do Brasil todo e encheu meu coração de alegria! Eu e outros blogueiros desse mundo doce carioca –  Pablo, do blog Eu e a Bete, Wilian e Thaís, do blog 2 Amigos e a Diabetes, Ricardo, grande administrador de vários grupos sobre diabetes no Facebook, Bia, minha xará do Biabética, Daniel, do Diabetes, Esporte & Natureza, Ju, do Insulina Portátil e a Sara, nossa querida mãe-pâncreas do blog Eu, meu filho e o Diabetes – saímos do Rio rumo à Accademia Gastronômica, um restaurante-escola super charmoso localizado no bairro Moema. Estávamos cheios de expectativas para esse dia, já que não sabíamos ao certo o que ia acontecer.

Assim que chegamos, já encontrei com várias pessoas que só conhecia pelas redes sociais, como a Dani, do Só mais uma DM1, uma fofa que eu já admirava tanto! Uma pena que não deu tempo de poder conversar com todo mundo. Após essa ambientação e um coffee break com delícias de baixo índice glicêmico, assistimos à uma breve palestra da coach e diabética tipo 1 há vinte anos Fabiana Couto, do projeto Cozy – Diabetes + Leve. Foi destacada a importância do nosso trabalho como multiplicadores de informação e, principalmente, como incentivadores para que outras pessoas também possam cuidar do diabetes, adquirindo uma vida mais saudável e equilibrada.

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Nessa hora, um filme passou na minha cabeça. Quem diria que 10 meses após criar o blog, eu estaria reunida em um evento tão bacana, com gente inspiradora, compartilhando experiências de vida e aprendendo. Jamais passou pela minha cabeça que iria “tão longe”, digamos assim. No início, criei esse espaço para poder me motivar e falar pra mim mesma: Bia, o diabetes não é uma sentença de morte. E assim, hoje me motivo e sou motivada por docinhos do mundo todo.  Nessa hora, caiu a ficha de como nosso trabalho é importante e tem um impacto positivo na vida das pessoas. Olhei para os lados e vi tanta doçura reunida em prol de um único objetivo: se ajudar e ajudar o próximo. É muita responsabilidade e amor compartilhado.

Depois, partimos para o grande desafio do dia, rs. Como devem ter notado na primeira foto do post, o evento propôs entre cerca de 50 blogueiros que estavam no local, um “MasterChef low carb”. Quem comandou as equipes foi a chef Claudia Soares e a nutricionista Martha Amodio. Fomos divididos em grupos e cada um ficou responsável por um prato, que seria servido no nosso almoço. Isso mesmo, se desse errado, não teríamos comida haha Brincadeira, todo mundo mandou bem e foi uma deliciosa e divertida experiência de cozinhar pratos saudáveis e compartilhar conhecimento.

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Eu e minha equipe. Da esquerda para a direita, Ju, Sarah, Juliana e eu. 😉

Eu e meu grupo ficamos responsáveis por um cuscuz de quinoa à moda marroquina (depois vou postar a receita pra vocês). Eu fiquei super feliz de trabalhar com quinoa, porque é um ingrediente que sempre uso em diferentes formas, como mingau, salada, arroz doce, etc, mas nunca tinha cozinhado em grande quantidade. O que parecia fácil no início, deu um trabalhão, quando percebemos que a quinoa não cozinhava hahaha No final deu tudo certo e conseguimos apresentar o prato. Ufa! rs

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Cuscuz de quinoa à moda marroquina.

Eu amei todas as delícias e provei um pouco de cada, confesso, rs. O pessoal arrasou e deu um show de união e organização na cozinha. A energia era muito boa, de descontração e parceria. Que orgulho de conhecer tanta gente bacana e especial 😉   Depois de saborearmos os nossos pratos, veio a hora da votação. O prato vencedor foi um delicioso peixe ao forno, comandado pelo nosso querido chef diabético Ricardo. Não foi marmelada não, porque o grupo deu um show de organização e de sabor.

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Da esquerda para a direta, Aline, Pablo, Ju, Eu, Daniel e Sarah. Hora do almoço.

Uma das novidades apresentadas durante o evento foi o lançamento do Curso de Contagem de Carboidratos com o Dr. Accu-Chek, lançado pela Roche. Já está no ar e você pode clicar aqui para saber mais. São vídeos fofos e educativos que explicam super bem a importância e de como fazer a contagem de carboidratos, que tanto ajuda no controle glicêmico dos docinhos insulinodependentes. Todo o conteúdo é online e gratuito. 😉

Muito obrigada à Roche pelo convite e à toda equipe que organizou com tanto carinho e cuidado esse evento maravilhoso.

Foi um dia lindo e que vai ficar marcado na minha história com o diabetes para sempre. 😉

Um beijo!

 

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Campanha sobre as complicações graves do diabetes chega ao Rio de Janeiro

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A iniciativa da Sociedade Brasileira de Diabetes tem os artistas Flávia Alessandra e Otaviano Costa como embaixadores e contará com ação interativa, na estação General Osório do Metrô, nos dias 18 e 19 de outubro 

Até 40% dos indivíduos com diabetes desenvolvem problemas nos rins, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Além disso, esses pacientes apresentam um risco de duas a quatro vezes maior de morrer devido a uma doença cardiovascular, como infarto e AVC.¹ E, para se ter uma ideia, só no estado do Rio de Janeiro, há registro de mais de 130 mil pessoas com diabetes, sujeitas a tais consequências, segundo o Data SUS².

Ocorre que metade dos pacientes, aproximadamente, não está ciente dessas potenciais consequências, cujo surgimento poderia ser prevenido ou, pelo menos, adiado com um controle adequado do diabetes, segundo revelou a pesquisa Diabetes sem Complicações, que acaba de ser realizada pela SBD, em parceria com o Ibope e com o apoio das farmacêuticas Boehringer Ingelheim e Eli Lilly.³

A fim de mudar esse cenário e alertar a população para a importância de prevenir tais complicações, a SBD, com apoio da Boehringer e da Lilly, realiza a campanha Diabetes Sem Complicações, lançada em agosto, em São Paulo, e que agora percorre outras cidades brasileiras.

Nos dias 18 e 19 de outubro, a ação acontecerá na estação General Osório do Metrô. Na ocasião, as pessoas que circularem pelo local serão convidadas a montar um quebra-cabeças gigante, que trará dados sobre a prevalência de problemas cardíacos e renais entre os diabéticos, bem como informações sobre prevenção.

Paralelamente, um vídeo e fotos com o casal de artistas Flávia Alessandra e Otaviano Costa – os embaixadores da campanha — estão sendo veiculados nas redes sociais da SBD, juntamente com textos relacionados aos cuidados necessários para evitar o impacto nocivo do diabetes sobre os rins e o coração.

 

Sobre a pesquisa

Em parceria com o Ibope e apoio das farmacêuticas Boehringer Ingelheim e Eli Lilly, realizou a pesquisa Diabetes sem Complicações, que teve a participação de 600 internautas, sendo 145 pacientes com diabetes, de cidades como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE).³

Os resultados demonstraram que as alterações cardiovasculares e renais, embora sejam potencialmente fatais, não estão entre as principais preocupações:

– Menos da metade dos entrevistados (42%) citou as doenças cardíacas como as consequências mais relevantes— e, mesmo entre os diabéticos, elas só foram mencionadas por 56%.³

– O comprometimento dos rins também não está entre os temores mais frequentes. Ele foi destacado por, somente, 55% dos participantes e 72% dos diabéticos, especificamente.³

– Quando questionados sobre o maior medo em relação ao diabetes, apenas 6% pontuaram “ter alguma doença renal”; 3%%, “ter alguma doença cardíaca”; e 21%, “morrer”. A maioria teme a amputação de algum membro (32%) e ficar cego (32%).³

 

Serviço 

Campanha Diabetes sem Complicações

Rio de Janeiro (RJ)

18 e 19 de outubro

Horário: 7h às 16h

Estação General Osório do Metrô (gratuito)

 

 Referências

¹ Sociedade Brasileira de Diabetes, disponível em http://www.diabetes.org.br/

² Data SUS/2013.

³ Pesquisa Diabetes sem Complicações.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

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Dica de livro: Detox Dia a Dia

Oi, pessoal!

Semana passada recebi da editora Alaúde, mais um super lançamento: o livro Detox Dia a Dia, da nutricionista Astrid Pfeiffer.  Ah!  Eu já fiz resenha de outro livro da mesma editora, o Sobremesas Sem Açúcar. Se você não leu, só clicar aqui. 😀

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De cara, amei o livro. Por dois motivos: a autora é brasileira e os ingredientes são, em sua maioria, fáceis de encontrar em supermercados ou lojas de produtos naturais; e segundo, porque são receitas fáceis que não precisam de muitos preparos. Qualquer pessoa, consegue fazer. 😉

A proposta do livro é trazer receitas saudáveis – sem glúten, sem lactose, sem adição de açúcar e sem origem animal – para o nosso dia a dia que é tão corrido. Para uma pessoa que estuda, trabalha e ainda tem os afazeres domésticos, preparar refeições pode consumir muito tempo. E a gente sempre acaba naquela desculpa: mas eu não tenho tempo… Pensando nisso, a autora traz mais de 70 receitas funcionais,  que são totalmente práticas e nada demoradas. É para dar um gás no nosso corpitcho e enchê-lo de nutrientes!

O livro é dividido em 6 capítulos, que passam por: introdução, como utilizar o livro, um plano detox com um cardápio exclusivo para você seguir por 10 dias, receitas básicas, receitas para café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Demais, né?

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Eu fiquei encantada! Outra coisa que me chamou atenção foi a visão da autora sobre a dieta detox. Já cansei de ver em sites, revistas e livros dietas detox que são praticamente a base de líquidos e sucos. Ninguém consegue viver assim, não é verdade? Nesse livro, a dieta detox é encarada de outra forma: com sabores, texturas, grãos, biscoitos, pães, tudo que tem direito! Você não vai passar fome.

E você deve estar pensando: sem origem animal, sem açúcar, sem leite, sem glúten. Nossa, deve ser sem gosto!  Pelo contrário! São maravilhosas. Tem pães caseiros, waffles, sucos, requeijão, panquecas, pudins, barrinha de cereal, massas, pizzas… Tem até sorvete! Tudo saudável, sem gordura e o melhor: cheio de nutrientes que vão reforçar a nossa imunidade e recarregar nossas energias. Eu testei uma das receitas (e amei): waffles de aveia e coco 😛 Essa semana posto a receitinha pra vocês. Além de ser gostoso, tem baixo índice glicêmico.

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Waffles de aveia e coco (ainda não tenho a forma para waffles =/ )

Mesmo que você não seja vegano ou vegetariano, as receitas são maravilhosas e você pode adaptá-las para o seu paladar.

Detox Dia a Dia

Astrid Pfeiffer

Páginas: 160

Preço médio: R$ 36,00

Sobre a autora: Astrid Pfeiffer é terapeuta nutricional e aiurvédica, com pós-graduação em nutrição clínica funcional e nutrição esportiva funcional, e conselheira da Sociedade Vegetariana Brasileira. Seu primeiro livro, A cozinha vegetariana de Astrid Pfeiffer, é recheado de receitas veganas práticas, mordenas e nutritivas. Detox Dia a Dia é seu segundo livro.

O livro está à venda nas principais livrarias do país. Se quiser comprar ou saber mais, só clicar aqui. 

 

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