Metade dos diabéticos morre devido a infarto ou AVC, mas apenas 3% temem essa complicação

Campanha da Sociedade Brasileira de Diabetes alerta sobre as consequências potencialmente fatais do diabetes

De acordo com a International Diabetes Federation (IDF), 50% dos óbitos em pacientes diabéticos se devem a problemas cardiovasculares, como infarto e AVC. No entanto, somente 3% desses indivíduos temem as consequências cardíacas da doença, segundo uma pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Diabetes, em parceria com o Ibope Inteligência

– Só no Distrito Federal, a incidência de diabetes é de 2.475,81 casos a cada 100 mil. Ou seja, 18.003 pessoas com mais de 15 anos têm a doença, segundo o Data SUS.

  -Para conscientizar a população sobre o problema, a SBD lançou a campanha Diabetes sem Complicações, veiculada nas redes sociais da instituição.

-Um vídeo informativo com o casal de artistas Flávia Alessandra e Otaviano Costa – os embaixadores da campanha — traz informações sobre os cuidados necessários para evitar o impacto nocivo do diabetes sobre os rins e o coração.

 -Até 40% dos indivíduos com diabetes desenvolvem problemas nos rins, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Além disso, esses pacientes apresentam um risco de duas a quatro vezes maior de morrer devido a uma doença cardiovascular, como infarto e AVC.¹

-Metade dos pacientes, aproximadamente, não está ciente dessas potenciais consequências, cujo surgimento poderia ser prevenido ou, pelo menos, adiado com um controle adequado do diabetes, segundo revelou a pesquisa Diabetes sem Complicações, que acaba de ser realizada pela SBD, em parceria com o Ibope e com o apoio das farmacêuticas Boehringer Ingelheim e Eli Lilly.

Sobre a pesquisa

O levantamento teve a participação de 600 internautas, sendo 145 pacientes com diabetes, de cidades como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE).

Os resultados demonstraram que as alterações cardiovasculares e renais, embora sejam potencialmente fatais, não estão entre as principais preocupações:

– Menos da metade dos entrevistados (42%) citou as doenças cardíacas como as consequências mais relevantes— e, mesmo entre os diabéticos, elas só foram mencionadas por 56%.³

– O comprometimento dos rins também não está entre os temores mais frequentes. Ele foi destacado por, somente, 55% dos participantes e 72% dos diabéticos, especificamente.³

– Quando questionados sobre o maior medo em relação ao diabetes, apenas 6% pontuaram “ter alguma doença renal”; 3%%, “ter alguma doença cardíaca”; e 21%, “morrer”. A maioria teme a amputação de algum membro (32%) e ficar cego (32%).³

– 18% dos pacientes não sabem o tipo de diabetes que têm e 39% declararam sofrer do tipo I — porcentagem superior à estimativa de prevalência da SBD, que é de 5% a 10%.³

– Mais de 1/4 dos entrevistados (28%) acreditam que o diabetes é uma doença exclusivamente de idosos, revelando desconhecimento sobre o fato de que ela pode acometer, inclusive, crianças e jovens.³

Fonte: SBD

 

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Palestra sobre diabetes tipo 1 em São Gonçalo, RJ

Galera de São Gonçalo, fiquem ligados! Dia 12 de novembro vai ter uma palestra super legal sobre diabetes tipo 1, aí na região.

O evento é gratuito e vai contar com a presença da minha querida amiga Sheila Vasconcellos, que é DM1 há mais de 30 anos, da fofa da Enfermeira Ligia Figueiredo, que é educadora em diabetes e vai esclarecer as dúvidas sobre a doença e da psicóloga Keyla Ornellas, que vai trazer dicas e diálogos sobre como lidar com o diabetes no ambiente familiar e educacional.

Um evento pra toda família e para profissionais da saúde e educação

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Aniversário de um ano do meu diagnóstico de diabetes

Esse mês, no dia 14, fiz um ano de diagnóstico. Relembrar tudo que senti e passei no hospital não foi fácil. Mas também pensei no quanto de coisa boa que me aconteceu durante esses doze meses. Criei o blog, fiz amigos doces, participei de eventos, provei delícias zero açúcar, aprendi a cozinhar, passei a valorizar mais a vida, a ter mais gratidão pelos momentos simples e passei a me importar mais com coisas que realmente são importantes sem me distrair por supérfluos ou futilidades. Mergulhei numa autodescoberta e tive de me reinventar.

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Aquela Bia antiga se transformou em uma nova pessoa. O processo envolveu lágrimas, medos, inseguranças, retrocessos e avanços. Quando achava que eu tinha todas as respostas,tudo mudava e eu tinha que me adaptar a nova realidade. O diagnóstico me fez ter uma postura de aluna diante da vida. Sentei na cadeira e com as minhas questões fui aprendendo o que era essa vida doce. Na prática, tudo até que caminhou bem. Insulina, medições, hipos, hipers, etc.

Depois, veio o psicológico e aprender a lidar com os meus “monstros”. Sempre quando pensava se eu queria ter uma vida tranquila e fácil ou uma vida agitada e cheia de aprendizados, sempre ficava com a segunda opção mesmo sabendo que aprender requer sofrer em carne viva. Mas sentir é o que dá emoção de viver. A vida é assim. Cheia de surpresas, encontros, desencontros mas acima de tudo uma oportunidade de se melhorar.

Umas coisas nascem de outras, enroscam-se, desatam-se, confundem-se, perdem-se. E o tempo vai andando sem perder a si“. Machado de Assis ♡♡♡♡♡♡

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IV Encontro de blogueiros de diabetes da Roche

Oi, pessoal! Para quem me acompanha no Insta, já deve ter percebido que não estou mais no Rio de Janeiro. Sim, me mudei para São Paulo no dia 8 de outubro, no mesmo dia que rolou o IV Encontro de Blogueiros organizado pela Roche em parceria com a Cozy – Diabetes + Leve, aqui em Sampa. Mas, sempre estarei na ponte-aérea, já que não consigo viver longe da minha Cidade Maravilhosa. <3  Como estava numa correria só na minha nova rotina, só tive tempo de verdade essa semana para escrever esse post para vocês.

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O Encontro de Blogueiros da Roche, que já está na sua quarta edição, foi um evento lindo que reuniu docinhos do Brasil todo e encheu meu coração de alegria! Eu e outros blogueiros desse mundo doce carioca –  Pablo, do blog Eu e a Bete, Wilian e Thaís, do blog 2 Amigos e a Diabetes, Ricardo, grande administrador de vários grupos sobre diabetes no Facebook, Bia, minha xará do Biabética, Daniel, do Diabetes, Esporte & Natureza, Ju, do Insulina Portátil e a Sara, nossa querida mãe-pâncreas do blog Eu, meu filho e o Diabetes – saímos do Rio rumo à Accademia Gastronômica, um restaurante-escola super charmoso localizado no bairro Moema. Estávamos cheios de expectativas para esse dia, já que não sabíamos ao certo o que ia acontecer.

Assim que chegamos, já encontrei com várias pessoas que só conhecia pelas redes sociais, como a Dani, do Só mais uma DM1, uma fofa que eu já admirava tanto! Uma pena que não deu tempo de poder conversar com todo mundo. Após essa ambientação e um coffee break com delícias de baixo índice glicêmico, assistimos à uma breve palestra da coach e diabética tipo 1 há vinte anos Fabiana Couto, do projeto Cozy – Diabetes + Leve. Foi destacada a importância do nosso trabalho como multiplicadores de informação e, principalmente, como incentivadores para que outras pessoas também possam cuidar do diabetes, adquirindo uma vida mais saudável e equilibrada.

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Nessa hora, um filme passou na minha cabeça. Quem diria que 10 meses após criar o blog, eu estaria reunida em um evento tão bacana, com gente inspiradora, compartilhando experiências de vida e aprendendo. Jamais passou pela minha cabeça que iria “tão longe”, digamos assim. No início, criei esse espaço para poder me motivar e falar pra mim mesma: Bia, o diabetes não é uma sentença de morte. E assim, hoje me motivo e sou motivada por docinhos do mundo todo.  Nessa hora, caiu a ficha de como nosso trabalho é importante e tem um impacto positivo na vida das pessoas. Olhei para os lados e vi tanta doçura reunida em prol de um único objetivo: se ajudar e ajudar o próximo. É muita responsabilidade e amor compartilhado.

Depois, partimos para o grande desafio do dia, rs. Como devem ter notado na primeira foto do post, o evento propôs entre cerca de 50 blogueiros que estavam no local, um “MasterChef low carb”. Quem comandou as equipes foi a chef Claudia Soares e a nutricionista Martha Amodio. Fomos divididos em grupos e cada um ficou responsável por um prato, que seria servido no nosso almoço. Isso mesmo, se desse errado, não teríamos comida haha Brincadeira, todo mundo mandou bem e foi uma deliciosa e divertida experiência de cozinhar pratos saudáveis e compartilhar conhecimento.

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Eu e minha equipe. Da esquerda para a direita, Ju, Sarah, Juliana e eu. 😉

Eu e meu grupo ficamos responsáveis por um cuscuz de quinoa à moda marroquina (depois vou postar a receita pra vocês). Eu fiquei super feliz de trabalhar com quinoa, porque é um ingrediente que sempre uso em diferentes formas, como mingau, salada, arroz doce, etc, mas nunca tinha cozinhado em grande quantidade. O que parecia fácil no início, deu um trabalhão, quando percebemos que a quinoa não cozinhava hahaha No final deu tudo certo e conseguimos apresentar o prato. Ufa! rs

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Cuscuz de quinoa à moda marroquina.

Eu amei todas as delícias e provei um pouco de cada, confesso, rs. O pessoal arrasou e deu um show de união e organização na cozinha. A energia era muito boa, de descontração e parceria. Que orgulho de conhecer tanta gente bacana e especial 😉   Depois de saborearmos os nossos pratos, veio a hora da votação. O prato vencedor foi um delicioso peixe ao forno, comandado pelo nosso querido chef diabético Ricardo. Não foi marmelada não, porque o grupo deu um show de organização e de sabor.

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Da esquerda para a direta, Aline, Pablo, Ju, Eu, Daniel e Sarah. Hora do almoço.

Uma das novidades apresentadas durante o evento foi o lançamento do Curso de Contagem de Carboidratos com o Dr. Accu-Chek, lançado pela Roche. Já está no ar e você pode clicar aqui para saber mais. São vídeos fofos e educativos que explicam super bem a importância e de como fazer a contagem de carboidratos, que tanto ajuda no controle glicêmico dos docinhos insulinodependentes. Todo o conteúdo é online e gratuito. 😉

Muito obrigada à Roche pelo convite e à toda equipe que organizou com tanto carinho e cuidado esse evento maravilhoso.

Foi um dia lindo e que vai ficar marcado na minha história com o diabetes para sempre. 😉

Um beijo!

 

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Campanha sobre as complicações graves do diabetes chega ao Rio de Janeiro

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A iniciativa da Sociedade Brasileira de Diabetes tem os artistas Flávia Alessandra e Otaviano Costa como embaixadores e contará com ação interativa, na estação General Osório do Metrô, nos dias 18 e 19 de outubro 

Até 40% dos indivíduos com diabetes desenvolvem problemas nos rins, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Além disso, esses pacientes apresentam um risco de duas a quatro vezes maior de morrer devido a uma doença cardiovascular, como infarto e AVC.¹ E, para se ter uma ideia, só no estado do Rio de Janeiro, há registro de mais de 130 mil pessoas com diabetes, sujeitas a tais consequências, segundo o Data SUS².

Ocorre que metade dos pacientes, aproximadamente, não está ciente dessas potenciais consequências, cujo surgimento poderia ser prevenido ou, pelo menos, adiado com um controle adequado do diabetes, segundo revelou a pesquisa Diabetes sem Complicações, que acaba de ser realizada pela SBD, em parceria com o Ibope e com o apoio das farmacêuticas Boehringer Ingelheim e Eli Lilly.³

A fim de mudar esse cenário e alertar a população para a importância de prevenir tais complicações, a SBD, com apoio da Boehringer e da Lilly, realiza a campanha Diabetes Sem Complicações, lançada em agosto, em São Paulo, e que agora percorre outras cidades brasileiras.

Nos dias 18 e 19 de outubro, a ação acontecerá na estação General Osório do Metrô. Na ocasião, as pessoas que circularem pelo local serão convidadas a montar um quebra-cabeças gigante, que trará dados sobre a prevalência de problemas cardíacos e renais entre os diabéticos, bem como informações sobre prevenção.

Paralelamente, um vídeo e fotos com o casal de artistas Flávia Alessandra e Otaviano Costa – os embaixadores da campanha — estão sendo veiculados nas redes sociais da SBD, juntamente com textos relacionados aos cuidados necessários para evitar o impacto nocivo do diabetes sobre os rins e o coração.

 

Sobre a pesquisa

Em parceria com o Ibope e apoio das farmacêuticas Boehringer Ingelheim e Eli Lilly, realizou a pesquisa Diabetes sem Complicações, que teve a participação de 600 internautas, sendo 145 pacientes com diabetes, de cidades como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE).³

Os resultados demonstraram que as alterações cardiovasculares e renais, embora sejam potencialmente fatais, não estão entre as principais preocupações:

– Menos da metade dos entrevistados (42%) citou as doenças cardíacas como as consequências mais relevantes— e, mesmo entre os diabéticos, elas só foram mencionadas por 56%.³

– O comprometimento dos rins também não está entre os temores mais frequentes. Ele foi destacado por, somente, 55% dos participantes e 72% dos diabéticos, especificamente.³

– Quando questionados sobre o maior medo em relação ao diabetes, apenas 6% pontuaram “ter alguma doença renal”; 3%%, “ter alguma doença cardíaca”; e 21%, “morrer”. A maioria teme a amputação de algum membro (32%) e ficar cego (32%).³

 

Serviço 

Campanha Diabetes sem Complicações

Rio de Janeiro (RJ)

18 e 19 de outubro

Horário: 7h às 16h

Estação General Osório do Metrô (gratuito)

 

 Referências

¹ Sociedade Brasileira de Diabetes, disponível em http://www.diabetes.org.br/

² Data SUS/2013.

³ Pesquisa Diabetes sem Complicações.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

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Dica de livro: Detox Dia a Dia

Oi, pessoal!

Semana passada recebi da editora Alaúde, mais um super lançamento: o livro Detox Dia a Dia, da nutricionista Astrid Pfeiffer.  Ah!  Eu já fiz resenha de outro livro da mesma editora, o Sobremesas Sem Açúcar. Se você não leu, só clicar aqui. 😀

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De cara, amei o livro. Por dois motivos: a autora é brasileira e os ingredientes são, em sua maioria, fáceis de encontrar em supermercados ou lojas de produtos naturais; e segundo, porque são receitas fáceis que não precisam de muitos preparos. Qualquer pessoa, consegue fazer. 😉

A proposta do livro é trazer receitas saudáveis – sem glúten, sem lactose, sem adição de açúcar e sem origem animal – para o nosso dia a dia que é tão corrido. Para uma pessoa que estuda, trabalha e ainda tem os afazeres domésticos, preparar refeições pode consumir muito tempo. E a gente sempre acaba naquela desculpa: mas eu não tenho tempo… Pensando nisso, a autora traz mais de 70 receitas funcionais,  que são totalmente práticas e nada demoradas. É para dar um gás no nosso corpitcho e enchê-lo de nutrientes!

O livro é dividido em 6 capítulos, que passam por: introdução, como utilizar o livro, um plano detox com um cardápio exclusivo para você seguir por 10 dias, receitas básicas, receitas para café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Demais, né?

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Eu fiquei encantada! Outra coisa que me chamou atenção foi a visão da autora sobre a dieta detox. Já cansei de ver em sites, revistas e livros dietas detox que são praticamente a base de líquidos e sucos. Ninguém consegue viver assim, não é verdade? Nesse livro, a dieta detox é encarada de outra forma: com sabores, texturas, grãos, biscoitos, pães, tudo que tem direito! Você não vai passar fome.

E você deve estar pensando: sem origem animal, sem açúcar, sem leite, sem glúten. Nossa, deve ser sem gosto!  Pelo contrário! São maravilhosas. Tem pães caseiros, waffles, sucos, requeijão, panquecas, pudins, barrinha de cereal, massas, pizzas… Tem até sorvete! Tudo saudável, sem gordura e o melhor: cheio de nutrientes que vão reforçar a nossa imunidade e recarregar nossas energias. Eu testei uma das receitas (e amei): waffles de aveia e coco 😛 Essa semana posto a receitinha pra vocês. Além de ser gostoso, tem baixo índice glicêmico.

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Waffles de aveia e coco (ainda não tenho a forma para waffles =/ )

Mesmo que você não seja vegano ou vegetariano, as receitas são maravilhosas e você pode adaptá-las para o seu paladar.

Detox Dia a Dia

Astrid Pfeiffer

Páginas: 160

Preço médio: R$ 36,00

Sobre a autora: Astrid Pfeiffer é terapeuta nutricional e aiurvédica, com pós-graduação em nutrição clínica funcional e nutrição esportiva funcional, e conselheira da Sociedade Vegetariana Brasileira. Seu primeiro livro, A cozinha vegetariana de Astrid Pfeiffer, é recheado de receitas veganas práticas, mordenas e nutritivas. Detox Dia a Dia é seu segundo livro.

O livro está à venda nas principais livrarias do país. Se quiser comprar ou saber mais, só clicar aqui. 

 

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E o nosso Doce Picnic aconteceu!

Ainda estou emocionada com o dia lindo que passei ontem, no Doce Picnic, na Quinta da Boa Vista, aqui no Rio de Janeiro. Quando eu, Bia, Pablo e Wilian começamos a sonhar e idealizar esse dia não imaginávamos que tanta gente ia gostar da ideia e participar do evento. Mas vocês se empolgaram junto com a gente e tornaram esse dia mágico e  por mais clichê que pareça, vai ficar pra sempre guardado na memória de cada um que foi.

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Assim que cheguei ao local, meu coração já bateu mais forte ao ver tanta gente bonita, crianças, adolescentes, jovens, adultos e muitas famílias presentes! Se eu pudesse descrever esse dia em uma palavra seria: união. Todos, sejam diabéticos tipo 1 ou tipo 2, não diabéticos, não importa: todos estavam ali unidos, querendo compartilhar experiências e dizer: a vida vale a pena ser vivida!

Foi emocionante conhecer vocês que foram e ver no olhar o brilho da felicidade de se estar junto e de entender o que o outro sente. Nunca tinha encontrado em um mesmo lugar tanta gente na mesma situação que eu, rs. E isso traz uma sensação boa de que não estamos só, pelo contrário, somos muitos no mundo tudo, milhões! rs E quando olhava para o lado, via gente conferindo a bomba, tomando coca pra passar hipo, fazendo a glicemia capilar, brincando, pulando, suando, comendo, sorrindo, conversando, vibrando, tirando foto, etc. A vida segue e segue bonita.

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Uma parte da galera doce.

Me senti parte de um conjunto de pessoas que só quer ajudar uns aos outros, que aqui não tem competição, não tem vaidade, não tem orgulho. Tem amor e gratidão. Gratidão pelas oportunidades que a vida nos dá de recomeçar todos os dias, de conhecer novas pessoas, novas coisas, de crescer, de mudar, de aprender, de ser feliz. Sempre. De aprender com os erros. E eles nos ensinam muito mais do que os momentos bons.

E esse sonho que inicialmente começou a ser sonhado só entre nós quatro e nossas famílias, virou realidade com a presença das mais de 80 pessoas que estavam no picnic. Espero que esse seja o primeiro de muitos eventos que estão por vir!

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Na foto, só os bombados, rs.

Além da alegria contagiante das pessoas, gostaria de agradecer ao carinho e o cuidado com a alimentação que levaram. Como disse o nosso amigo Ricardo Fernandes, foi uma orgia gastronômica! rs Tinha quase 100 pessoas e comida para 500! E de tudo um pouco e bem variado: cucuz diet, bolo de chocolate diet, salgadinhos, frutas, bolos e mais bolos diet, brigadeiros diet, empadinhas, cupcakes diet, tortas diet, etc. Era tanta coisa que não sabia nem por onde começar a provar! rs

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E gostaria muito de agradecer aos nossos parceiros e amigos que doaram doces e presentes para o sorteio que alegrou tanto o dia e fez muitos docinhos felizes! Aqui, o meu muito obrigada a doceria Farm Cake que dou mais de 70 cupcakes de chocolate diet para o evento. Estavam uma delícia e o pessoal gostou tanto que nem percebeu que era diet, rs. O sabor é incrível mesmo.

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Agradeço a loja Gosto Gostoso Diet pela doação das tortas diet que foram um sucesso e fez muita gente feliz! Tinha de tudo: torta alemã diet, torta de brigadeiro diet, mousse de chocolate diet, nhá benta diet…Cada um mais gostoso que o outro, me disseram. E ouvi de uma mãe: meu filho nem percebeu que era diet e comeu feliz sem se sentir diferente de ninguém. <3
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Obrigada a loja Universo Diet Brasil que nos presentou com dois cupons para sorteio no valor de R$60 para gastar no site deles. Obrigada também à farmácia Farmadia que nos enviou um glicosímetro e sachês de glicose instantânea para sorteio, além de muitos papeis informativos e planilhas para anotar a glicemia que distribuímos para o pessoal.

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Alguns dos brindes que sorteamos

Aos amigos que tanto contribuíram para o sorteio: Sheila Vasconcellos, que doou um glicosímetro, à nossa psicóloga Marcella Sandim que sorteou bolsinhas para transporte de insulina, à Sarah Rubia que nos doou camisas lindas , à enfermeira Lígia Figueiredo que trouxe um grill e uma caixa gluten free, à Silvana Costa pela doação do seu livro e aos amigos/organizadores Pablo e Bia que animaram o momento com um livro do Mark Barone/camisas do Eu e a Bete e kits de adesivos e pulseirinhas de identificação, respectivamente. Obrigada às nossas famílias que nos apoiaram no evento e nos ajudam diariamente nesse doce desafio! O meu muito obrigada!!! Nada disso teria sido possível sem a ajuda de vocês!

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Biabética, Eu e a Bete, 2 amigos e a Diabetes e Convivendo com Diabetes. Blogueiros unidos pelo bem!

Ah! E agradeço ao pessoal que levou insumos para doar ou trocar. Muita gente saiu feliz também!

E assim como todo mundo que ia embora do evento falava ” quando vai ser o próximo?” eu também estou aqui empolgada e já pensando na data do próximo evento! Há boatos de que vai ser em Dezembro…rs Mais pra frente, vamos dar todas as informações.

Amei! Muito obrigada de coração a todo mundo que foi e doou um pouco da sua energia para o dia.

Vocês fizeram meu dia e dos outros docinhos mais feliz!

Um beijo

E nos vemos logo!

 

 

 

 

 

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Biomassa de banana verde: saiba como fazer e conheça seus benefícios

Você já deve ter visto em blogs ou sites sobre a tal da biomassa de banana verde. Longe de ser algo complicado de fazer (complicado é achar a banana bem verde, rs), este alimento é super benéfico para a saúde. Como estou com muuuuuita vontade de comer doce e com o apetite um pouco maior, a nutricionista me recomendou ingerir mais alimentos com fibras e que ajudem a alimentar as bactérias do bem do intestino. E um desses alimentos é a biomassa de banana verde.

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E por quê a banana verde é boa pra isso?  A banana verde tem um amido muito resistente, que é uma fibra e,  por isso, ajuda no trânsito intestinal, no combate ao colesterol ruim e no controle glicêmico. Além de ser um alimento prebiótico, ou seja, alimenta as bactérias do bem do nosso intestino. E por quê isso é bom? Porque essas bactérias do bem são a nossa defesa contra diversas doenças e quando estamos com a população de bactérias boas em baixa, temos mais vontade de comer doces, além de reduzir a absorção de nutrientes dos alimentos. Então, vamos dar um gás nas nossas amiguinhas! 😉

Você só vai precisar:

  • bananas bem beeeeeem verdes
  • água
  • panela de pressão
  • liquidificador ou mixer ou processador

Algumas dicas importantes:

  • A banana pode ser de qualquer tipo (prata, nanica, ouro, etc) mas tem de estar bem bem bem verde, ok?
  • Evite comprar a banana verde em supermercados, pois eles colocam-as em estufas e isso acaba amadurando a fruta. Então, opte pela banana da feira ou se você conhecer alguém que tem a bananeira, melhor ainda!

Modo de preparo:

Corte com uma faca as bananas do cacho com muito cuidado. É importante que ao cortar do cacho com a faca, você preserve aquele bico para que ela vá bem fechadinha para a panela de pressão. Ela não pode ir pra panela exposta, ok?

Lave as bananas com água e sabão pra tirar toda a sujeirinha que estiver na casca.

Coloque primeiro a água pra ferver na panela. E só depois coloque as bananas. É importante esse choque térmico.

Feche a panela e deixe cozinhar por 10 minutos após pegar pressão, em fogo alto. Depois, apague o fogo e deixe que saia aos poucos a pressão da panela. Você vai perceber se a banana cozinhou mesmo, quando ao abrir a panela você vê-las com a casca meio abertinha. Esse é o ponto.

O ideal é triturar a banana em um mixer ou processador porque faz mais rápido. Mas dá pra fazer no liquidificador, só coloque aos poucos a banana picada para ajudar bater e não sobrecarregar o motor, ok?

Coloque meia xícara de água ou 1 xícara de água quente filtrada (não é a água do cozimento, aquela você joga fora junto com as cascas) para bater com as bananas. Isso ajuda a dar textura a biomassa.

Na geladeira, a biomassa de banana verde só dura 3 dias. Então, o ideal é você congelar em pequenos potes ou numa caçamba de gelo e ir usando aos poucos no dia a dia. Essa biomassa serve tanto para receitas doces ou salgadas, pois o gosto é neutro.

Espero que gostem!

Essa semana vou postar receitinhas usando a biomassa.

OBS: Para saber se você pode consumir este alimento, procure uma nutricionista. Somente um profissional capacitado poderá lhe orientar sobre o que você pode consumir. Aqui, somente expresso minhas vivências e experiências.

Beijos!

 

 

 

 

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Dica de livro: A História de um Médico Diabético

Outro dia, eu estava pesquisando na internet livros sobre biografias de pessoas com diabetes e não achei muita coisa. Pra falar a verdade, só achei um livro: A História de um Médico Diabético, do Dr. Rogério de Oliveira, falecido em 2010. Encontrei a edição em um site de sebo online, já que o livro não está mais à venda nas livrarias. Pelo preço de apenas R$2, não pensei duas vezes pra fechar a compra, rs.

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O livro foi escrito pelo próprio Rogério em 1987 e conta as memórias de quem viveu confortavelmente e plenamente mais de 50 anos com o diabetes. De início, achei que encontraria muitas informações sobre a doença, dilemas, conflitos, angústias, e tudo mais que permeia o universo de quem convive com o diabetes. Para a minha surpresa, o livro conta sim, sobre como ele lidou com a doença, mas o foco principal são as suas memórias e sua história de vida. Rogério viveu, amou, casou, se formou, teve filhos e morreu idoso. Ou seja, um homem de carne e osso como qualquer um.  Nas palavras de Tizuka Yamasaki, que escreve a contra-capa, o livro é o testemunho de que vale a pena viver. De frente.

Rogério nasceu em 1932, onze anos após a insulina ser inventada, e ficou diabético aos 3 anos de idade. O início foi muito complicado já que por medo os pais não o deixavam ir à escola, era submetido a uma dieta muito restritiva e nem podia brincar com outras crianças, porque temiam que ele se machucasse.

O cenário muda após uma cetoacidose causada por um médico em São Paulo que prometeu aos pais desesperados de Rogério a tal cura do diabetes. Depois disso, o jovem é reinserido à sociedade e passa ter uma infância tranquila e feliz, inclusive ele mesmo aplicava a insulina já por volta dos 7 anos de idade!

Uma das coisas interessantes contadas por Rogério são os seus episódios de hipoglicemia que na maioria das vezes aconteciam quando ele estava mais carente de afeto. Ou seja, falta de açúcar = falta de afeto. Não que isso seja uma regra, óbvio que as hipoglicemias são variadas e podem ser por conta da alimentação, insulina, etc. Mas segundo Rogério, suas hipos aconteciam com mais frequência quando ele estava carente de atenção e afeto. Interessante, né? Eu sempre fui adepta de relacionar pensamentos e o poder da mente com as nossas doenças físicas. Acho que vale uma reflexão: quais são as situações que mais temos hipos e hipers? Quais são os nossos sentimentos que precedem aqueles momentos de descontrole? Faça o exercício reflexivo, e use o bom senso (é, claro!).

Rogério destaca ao longo do livro que uma das ferramentas mais importantes para o tratamento do paciente é a educação, mas se não houver modificação no comportamento e uma atitude positiva em relação à doença, o controle vai ser bem difícil. Ou seja, se ame e aceite a doença, só assim poderá ter um bom controle.

O que mais achei legal no livro é como ele controlava a glicemia. Já parou pra pensar que há mais de 20 anos não tínhamos os glicosímetros digitais que hoje desfrutamos? E antes das fitas de cor, que consistia em pingar o sangue e esperar pra ver qual cor ia dar e seu respectivo valor aproximado, os pacientes faziam teste pela urina? Mas isso lá na década de 50 também não existia.

A solução que o autor encontrou foi pesquisar a glicosúria na urina, mas para isso precisava de um aparato digno de laboratório de ciências! Para todos os lugares que ia, ele levava um vidro com reativo de Benedict e um tubo de ensaio. Para pesquisar a glicosúria, tinha de levar a mistura do reativo com a urina ao fogo, ou seja, ele embebia uma pequena bola de algodão com álcool para poder esquentar aquele tubo de ensaio e fazer a pesquisa. Se desse uma cor esverdeada indicava a presença de pouco açúcar e se fosse uma cor alaranjada indicava altos índices de açúcar. Que trabalhão, né? E ele fazia isso toda vez que urinava…

Na entrega do Prêmio SBD de Imprensa em 2008, no Rio de Janeiro. Foto: SBEM
Na entrega do Prêmio SBD de Imprensa em 2008, no Rio de Janeiro. Foto: SBEM

Como uma forma de poder entender melhor a doença, Rogério decide fazer medicina e se especializa em endocrinologia. Sua carreira médica acompanhou o sucesso do seu controle do diabetes. Rogério participou da primeira equipe do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE), além de ter sido o criador das colônias de férias para crianças diabéticas.

Em 1985, ele ganhou a medalha da Clínica Joslin, em Boston, nos Estados Unidos por mais de 50 anos de diabetes sem complicações. Foi o primeiro paciente de língua não inglesa a ganhar o prêmio. O sucesso? O segredo do controle?

Dr. Rogério nos explica: “O início da felicidade está na aceitação de nosso destino. Só a partir daí é que podemos começar a mudar o que é possível ser mudado, não alimentando fantasias, não forcejando por mudar o imutável. Assim, se fiquei diabético, afecção crônica que vai me acompanhar por toda a vida, só passei a ser feliz quando aceitei o fato e me dispus a conviver com o diabetes. A partir daí é que pude mudar muito e criar o meu mundo”.

Vamos juntos criar o nosso mundo?

Espero que você possa desfrutá-lo com muito amor, conhecimento, tenacidade e força de vontade.

A vida é da cor que a gente a pinta. 😉

Um beijo!

 

 

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Anvisa aprova glicosímetro não-invasivo

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Está perto o fim das picadas para medir a glicose no sangue. A empresa CNOGA Medical Ltd. anunciou que já recebeu a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vender no Brasil seus dispositivos não-invasivos de medição de glicose. O Combo Glucometer é o primeiro aparelho que não utiliza picadas nos dedos e nem sensor na pele para medir o nível de açúcar no sangue.

cnoga-images-01Segundo a empresa, o dispositivo usa um sensor de imagem de cor em tempo real e algoritmos para medir com precisão os níveis de glicose a partir de capilares sanguíneos na ponta dos dedos dos pacientes sem picada da lanceta, retirada de sangue ou dor. A medição pode ser feita quantas vezes for necessário sem acréscimo de custo. O usuário vai poder acessar pelo computador ou celular os dados das glicemias.

Inicialmente, o aparelho vai ser indicado para pacientes diabéticos tipo 2, acima de 18 anos, pois temem que as variações bruscas possam não ser medidas com precisão. Mas a empresa está trabalhando para que no futuro os pacientes tipo 1 também possam usar.

O aparelho precisa de calibração nas primeiras duas semanas, ou seja, o paciente deverá fazer as glicemias capilares, nas pontas dos dedos. Mas a diferença em relação aos outros aparelhos no mercado está que o dispositivo avisa quando não precisa mais de ajustes.  A previsão do lançamento é para o final do ano, inicialmente o aparelho será vendido para médicos pelo preço médio de R$ 3.200,00.

Para mais informações, acesse o site da CNOGA.

Fotos: Site oficial CNOGA

 

 

 

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