Dica de livro: Detox Dia a Dia

Oi, pessoal!

Semana passada recebi da editora Alaúde, mais um super lançamento: o livro Detox Dia a Dia, da nutricionista Astrid Pfeiffer.  Ah!  Eu já fiz resenha de outro livro da mesma editora, o Sobremesas Sem Açúcar. Se você não leu, só clicar aqui. 😀

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De cara, amei o livro. Por dois motivos: a autora é brasileira e os ingredientes são, em sua maioria, fáceis de encontrar em supermercados ou lojas de produtos naturais; e segundo, porque são receitas fáceis que não precisam de muitos preparos. Qualquer pessoa, consegue fazer. 😉

A proposta do livro é trazer receitas saudáveis – sem glúten, sem lactose, sem adição de açúcar e sem origem animal – para o nosso dia a dia que é tão corrido. Para uma pessoa que estuda, trabalha e ainda tem os afazeres domésticos, preparar refeições pode consumir muito tempo. E a gente sempre acaba naquela desculpa: mas eu não tenho tempo… Pensando nisso, a autora traz mais de 70 receitas funcionais,  que são totalmente práticas e nada demoradas. É para dar um gás no nosso corpitcho e enchê-lo de nutrientes!

O livro é dividido em 6 capítulos, que passam por: introdução, como utilizar o livro, um plano detox com um cardápio exclusivo para você seguir por 10 dias, receitas básicas, receitas para café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Demais, né?

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Eu fiquei encantada! Outra coisa que me chamou atenção foi a visão da autora sobre a dieta detox. Já cansei de ver em sites, revistas e livros dietas detox que são praticamente a base de líquidos e sucos. Ninguém consegue viver assim, não é verdade? Nesse livro, a dieta detox é encarada de outra forma: com sabores, texturas, grãos, biscoitos, pães, tudo que tem direito! Você não vai passar fome.

E você deve estar pensando: sem origem animal, sem açúcar, sem leite, sem glúten. Nossa, deve ser sem gosto!  Pelo contrário! São maravilhosas. Tem pães caseiros, waffles, sucos, requeijão, panquecas, pudins, barrinha de cereal, massas, pizzas… Tem até sorvete! Tudo saudável, sem gordura e o melhor: cheio de nutrientes que vão reforçar a nossa imunidade e recarregar nossas energias. Eu testei uma das receitas (e amei): waffles de aveia e coco 😛 Essa semana posto a receitinha pra vocês. Além de ser gostoso, tem baixo índice glicêmico.

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Waffles de aveia e coco (ainda não tenho a forma para waffles =/ )

Mesmo que você não seja vegano ou vegetariano, as receitas são maravilhosas e você pode adaptá-las para o seu paladar.

Detox Dia a Dia

Astrid Pfeiffer

Páginas: 160

Preço médio: R$ 36,00

Sobre a autora: Astrid Pfeiffer é terapeuta nutricional e aiurvédica, com pós-graduação em nutrição clínica funcional e nutrição esportiva funcional, e conselheira da Sociedade Vegetariana Brasileira. Seu primeiro livro, A cozinha vegetariana de Astrid Pfeiffer, é recheado de receitas veganas práticas, mordenas e nutritivas. Detox Dia a Dia é seu segundo livro.

O livro está à venda nas principais livrarias do país. Se quiser comprar ou saber mais, só clicar aqui. 

 

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Dica de livro: A História de um Médico Diabético

Outro dia, eu estava pesquisando na internet livros sobre biografias de pessoas com diabetes e não achei muita coisa. Pra falar a verdade, só achei um livro: A História de um Médico Diabético, do Dr. Rogério de Oliveira, falecido em 2010. Encontrei a edição em um site de sebo online, já que o livro não está mais à venda nas livrarias. Pelo preço de apenas R$2, não pensei duas vezes pra fechar a compra, rs.

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O livro foi escrito pelo próprio Rogério em 1987 e conta as memórias de quem viveu confortavelmente e plenamente mais de 50 anos com o diabetes. De início, achei que encontraria muitas informações sobre a doença, dilemas, conflitos, angústias, e tudo mais que permeia o universo de quem convive com o diabetes. Para a minha surpresa, o livro conta sim, sobre como ele lidou com a doença, mas o foco principal são as suas memórias e sua história de vida. Rogério viveu, amou, casou, se formou, teve filhos e morreu idoso. Ou seja, um homem de carne e osso como qualquer um.  Nas palavras de Tizuka Yamasaki, que escreve a contra-capa, o livro é o testemunho de que vale a pena viver. De frente.

Rogério nasceu em 1932, onze anos após a insulina ser inventada, e ficou diabético aos 3 anos de idade. O início foi muito complicado já que por medo os pais não o deixavam ir à escola, era submetido a uma dieta muito restritiva e nem podia brincar com outras crianças, porque temiam que ele se machucasse.

O cenário muda após uma cetoacidose causada por um médico em São Paulo que prometeu aos pais desesperados de Rogério a tal cura do diabetes. Depois disso, o jovem é reinserido à sociedade e passa ter uma infância tranquila e feliz, inclusive ele mesmo aplicava a insulina já por volta dos 7 anos de idade!

Uma das coisas interessantes contadas por Rogério são os seus episódios de hipoglicemia que na maioria das vezes aconteciam quando ele estava mais carente de afeto. Ou seja, falta de açúcar = falta de afeto. Não que isso seja uma regra, óbvio que as hipoglicemias são variadas e podem ser por conta da alimentação, insulina, etc. Mas segundo Rogério, suas hipos aconteciam com mais frequência quando ele estava carente de atenção e afeto. Interessante, né? Eu sempre fui adepta de relacionar pensamentos e o poder da mente com as nossas doenças físicas. Acho que vale uma reflexão: quais são as situações que mais temos hipos e hipers? Quais são os nossos sentimentos que precedem aqueles momentos de descontrole? Faça o exercício reflexivo, e use o bom senso (é, claro!).

Rogério destaca ao longo do livro que uma das ferramentas mais importantes para o tratamento do paciente é a educação, mas se não houver modificação no comportamento e uma atitude positiva em relação à doença, o controle vai ser bem difícil. Ou seja, se ame e aceite a doença, só assim poderá ter um bom controle.

O que mais achei legal no livro é como ele controlava a glicemia. Já parou pra pensar que há mais de 20 anos não tínhamos os glicosímetros digitais que hoje desfrutamos? E antes das fitas de cor, que consistia em pingar o sangue e esperar pra ver qual cor ia dar e seu respectivo valor aproximado, os pacientes faziam teste pela urina? Mas isso lá na década de 50 também não existia.

A solução que o autor encontrou foi pesquisar a glicosúria na urina, mas para isso precisava de um aparato digno de laboratório de ciências! Para todos os lugares que ia, ele levava um vidro com reativo de Benedict e um tubo de ensaio. Para pesquisar a glicosúria, tinha de levar a mistura do reativo com a urina ao fogo, ou seja, ele embebia uma pequena bola de algodão com álcool para poder esquentar aquele tubo de ensaio e fazer a pesquisa. Se desse uma cor esverdeada indicava a presença de pouco açúcar e se fosse uma cor alaranjada indicava altos índices de açúcar. Que trabalhão, né? E ele fazia isso toda vez que urinava…

Na entrega do Prêmio SBD de Imprensa em 2008, no Rio de Janeiro. Foto: SBEM
Na entrega do Prêmio SBD de Imprensa em 2008, no Rio de Janeiro. Foto: SBEM

Como uma forma de poder entender melhor a doença, Rogério decide fazer medicina e se especializa em endocrinologia. Sua carreira médica acompanhou o sucesso do seu controle do diabetes. Rogério participou da primeira equipe do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE), além de ter sido o criador das colônias de férias para crianças diabéticas.

Em 1985, ele ganhou a medalha da Clínica Joslin, em Boston, nos Estados Unidos por mais de 50 anos de diabetes sem complicações. Foi o primeiro paciente de língua não inglesa a ganhar o prêmio. O sucesso? O segredo do controle?

Dr. Rogério nos explica: “O início da felicidade está na aceitação de nosso destino. Só a partir daí é que podemos começar a mudar o que é possível ser mudado, não alimentando fantasias, não forcejando por mudar o imutável. Assim, se fiquei diabético, afecção crônica que vai me acompanhar por toda a vida, só passei a ser feliz quando aceitei o fato e me dispus a conviver com o diabetes. A partir daí é que pude mudar muito e criar o meu mundo”.

Vamos juntos criar o nosso mundo?

Espero que você possa desfrutá-lo com muito amor, conhecimento, tenacidade e força de vontade.

A vida é da cor que a gente a pinta. 😉

Um beijo!

 

 

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Meu primeiro livro de receitas: Sobremesas sem Açúcar

Oi, docinhos e docinhas! Antes do diagnóstico de diabetes, mal sabia fazer um arroz com feijão (podem perguntar pra minha mãe haha)! Mas tenho aprendido e evoluído muito na cozinha. Entre erros e acertos (às vezes, mais erros do que acertos) tenho feito doces diet saborosos! Pelo menos quem prova, não reclama haha. E isso tem despertado em mim a vontade de ler e de criar mais receitas zero açúcar que sejam fáceis e acessíveis para as pessoas com diabetes.

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Comecei a procurar por livros e, infelizmente, descobri que temos poucos sobre receitas diet. De olho nisso, a editora Alaúde lançou o livro Sobremesas Sem Açúcar, da francesa Sophie Dupuis-Gaulier.  São 30 receitas entre, bolos, tortas, muffins e outras delícias sem açúcar e algumas até sem adoçante culinário.

Esse é meu primeiro livro de receitas diet e estou amando! Assim que o recebi testei a receita dos Congoleses, bolinhos feitos à base de coco que os apelidei de cocadinhas, porque o sabor lembra bastante. Com apenas 4 ingredientes fiz um docinho saboroso e com 0g de carboidratos. Se você quer a receita, só clicar aqui.

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A proposta da autora é dar destaque aos sabores das frutas, das sementes, do que a natureza oferece para gente. Sophie nos convida a descobrir novos sabores. Eu estou amando essa descoberta. Confesso que antes do meu diagnóstico, meu paladar era muito viciado. Eu gostava de coisas muito açucaradas e nem dava valor aos sabores dos alimentos. Com o diabetes, eu tenho saboreado mais a comida. É um despertar que traz até mesmo um melhor aproveitamento dos ingredientes que, às vezes, estão do nosso lado e não damos muita importância. E que podem dar origem a receitas maravilhosas! E, até mesmo, baratas!

Fiquei empolgada e resolvi testar outra receita, o Pudim de Café.  É super fácil e prático.  E o sabor? Maravilhoso! E tem baixo índice glicêmico.  Apenas 7g de carboidratos!

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A autora combina receitas de baixo índice glicêmico, saborosas e ao mesmo tempo super fáceis de serem executadas, mesmo que você não tenha experiência na cozinha vai conseguir fazer as delícias.

Obs: Algumas receitas têm ingredientes que talvez não vamos achar com facilidade aqui no Brasil, como o xarope de agave e de bordo, mas você pode substituir por adoçante que vai dar certo 😉

Sobremesas Sem Açúcar

Sophie Dupuis-Gaulier

Páginas:64

Preço: R$34,90

Se você quiser saber mais sobre o livro ou comprá-lo, só clicar aqui.

E se você tem algum livro de sobremesas sem açúcar para me indicar, só postar o nome aqui que eu vou adorar!

Beijos! :*

 

 

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