São Paulo terá evento gratuito no Dia Mundial do Diabetes

Ações educativas vão para marcar o dia 14 de novembro na Marquise do Ibirapuera, em São Paulo. Evento é da Sociedade Brasileira de Diabetes e objetivo é conscientizar população sobre uma doença silenciosa’

Amanhã, 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes, das 10h às 16h, a Sociedade Brasileira de Diabetes/Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia realiza uma grande ação gratuita na cidade de São Paulo a fim de conscientizar a população sobre o diabetes, que atinge 14,3 milhões de pessoas em todo o Brasil. Diversos serviços serão oferecidos a todos os interessados assim como serão dadas orientações e encaminhamentos, se necessário. Hoje, País já é o quarto do mundo em número de pessoas acometidas pelo problema.

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Brasileiros mais próximos do pâncreas artificial

Medtronic lança no País o sistema MiniMed 640G que conta com tecnologia capaz de prevenir episódios de hipoglicemia em pessoas com diabetes

A Medtronic traz para o Brasil um sistema de bomba de insulina e monitorização contínua de glicose muito mais eficaz para controlar os níveis de glicemia e administrar a infusão de insulina. O MiniMed 640G é um dispositivo inovador que imita a forma como um pâncreas saudável fornece insulina ao corpo, a fim de ajudar as pessoas com diabetes a obter melhor controle glicêmico. Considerado um novo passo rumo ao pâncreas artificial, o sistema é o primeiro no mundo a, automaticamente, suspender a infusão de insulina quando prevê uma crise de hipoglicemia (queda do nível de açúcar no sangue) e a reiniciar a administração do hormônio quando a taxa de glicose volta a atingir um nível seguro.

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Você sabia que o diabetes pode ter relação com a hepatite C?

Pacientes portadores do vírus da Hepatite C têm quatro vezes mais chances de desenvolver o diabetes tipo 2

Atualmente, há cerca de 3 milhões de portadores do vírus da hepatite C (HCV) no Brasil. Desses, aproximadamente 85% não foram diagnosticados e apenas 3% estão em tratamento. Além disso, a HCV não ataca somente o fígado, mas pode, também, desencadear o diabetes tipo 2. De olho nisso, o laboratório Gilead com o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes lança a campanha #NaPontaDoDedo para conscientizar a população sobre a relação entre a hepatite C e o diabetes tipo 2, e alertar para a importância do teste anti-HCV, que é simples, rápido e pode ser feito no SUS com apenas uma picada na ponta do dedo.

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Eu não tenho mais diabetes.

Olá, meus amores!

Bom, o título já diz tudo, né? Pois é. Eu não sou mais diabética. Mas isso não aconteceu do dia pra noite. Foi um longo processo que envolveu hipoglicemias, exames e médicos.  E agora que tudo está mais calmo, eu estou aqui pra contar pra vocês. Estou compartilhando isso, porque o blog vai mudar e parte dessa mudança veio dessa transformação que minha vida passou nos últimos meses.

Não estou aqui dizendo que é possível curar o diabetes. Nada disso. Nem eu sabia que era possível reverter esse quadro. Só fui descobrir quando aconteceu comigo, de forma espontânea. Em nenhum momento eu busquei a cura do diabetes. Eu nem pensava nisso, para falar a verdade. O que aconteceu comigo não é nada sobrenatural. Vocês vão entender ao longo do texto. E espero que vocês continuem junto comigo nessa nova etapa. 🙂

Meu diagnóstico de diabetes

Eu sou filha de pais diabéticos tipo 2 e tenho muitos familiares que são diabéticos tipo 2. Em 2015, eu dei entrada no hospital com um quadro de pancreatite e cetoacidose diabética. Aquilo me pegou de surpresa porque eu era muito nova, apenas 24 anos, sempre fazia exames e nada dava alterado. Inicialmente, a equipe médica que me atendeu achou que eu fosse tipo 1 por causa do quadro de cetoacidose, que geralmente acontece com pessoas que tem diabetes tipo 1.

Inicialmente, meu tratamento foi à base de insulina NPH e regular. Com o tempo minha glicemia foi estabilizando e eu fui precisando cada vez menos da insulina regular, até que eu parei de precisar. Minha médica manteve a NPH, duas vezes por dia, e um medicamento oral que era metformina combinada com outro composto para ajudar na sensibilidade à insulina. Na época, o meu plano de saúde não realizava exame para dosar os anticorpos do diabetes, o que determina se você é tipo 1 ou tipo 2. No entanto, por eu não precisar mais da insulina regular, tudo levava a crer que eu era diabética tipo 2.

Muitas hipoglicemias

No meio do ano passado, eu comecei a ter muitas hipoglicemias. Minha médica começou a reduzir a dose da NPH, aos poucos. Mas as hipos continuavam e a gente não entendia a mudança repentina no meu quadro. Eu não estava comendo menos e nem me exercitando mais. Simplesmente, a glicemia foi caindo. E eu precisando cada vez menos de insulina.  Com isso, eu parei de tomar a insulina NPH e mantive o medicamento oral para o diabetes. No entanto, eu continuei tendo hipoglicemias com o medicamento. Também fui reduzindo aos poucos a dose e mesmo assim a hipo  estava sempre presente.

Diante do desespero de tanta hipoglicemia sem nenhuma hiperglicemia, eu parei de tomar o medicamento. Mudei de médica para ter outra opinião. Fiz a dosagem dos anticorpos para o diabetes e peptídeo C, que vê se o seu pâncreas produz insulina. O resultado deu negativo para diabetes tipo 1 e meu pâncreas estava lá, ativo e em bom funcionamento. Após esses exames e acompanhamento minucioso da glicemia antes e após as refeições, minha médica chegou a conclusão de que eu não era mais diabética.

Eu fui curada do diabetes?

Não. Eu não tomei chás para curar o diabetes, eu não fiz dieta cetogênica e não tomei água de quiabo. Nada disso. O que inicialmente achávamos que era diabetes tipo 2, na verdade, era diabetes secundário. O que isso significa? Que eu desenvolvi diabetes após o quadro de pancreatite que eu tive, o que deve ter causado uma lesão no pâncreas, prejudicando a produção de insulina. Com o tempo, essa lesão foi cicatrizando e o órgão voltou a produzir insulina. É um caso surpreendente mas nem por isso significa que fui curada ou algo do tipo. Nas palavras da minha endocrinologista, foi um processo fisiológico, do próprio corpo.

O que mudou?

Pouca coisa mudou, para dizer a verdade. Tá. Eu não preciso mais tomar nenhum medicamento, nem verificar a glicemia várias vezes ao dia. Mas por conta do histórico familiar de diabetes tipo 2 e por eu ter sido diabética eu tenho de continuar com os exames de sangue a cada três meses, dosando sempre a hemoglobina glicada, que nos mostra a média do açúcar no sangue nos últimos três meses. Além disso, ainda tenho resistência à insulina por causa do sobrepeso, e por isso tenho de continuar com a dieta, exercício físico e perder peso. Nada me garante que no futuro eu não tenha diabetes tipo 2.

Hipoglicemia reativa

Apesar de não ser mais diabética, ainda tenho alguns quadros de hipoglicemia. Como assim? Por eu ter ainda resistência à insulina, meu pâncreas produz mais insulina para compensar aquela que não consegue funcionar no meu corpo, digamos assim. No entanto, se eu comer algum alimento doce ou com muito carboidrato refinado eu tenho um pico glicêmico, o pâncreas libera mais insulina ainda, e o resultado é uma hipoglicemia reativa. O que acontece muito na fase de pré-diabetes. Por isso, continuo de olho na carga glicêmica dos alimentos, sempre escolhendo os carboidratos integrais e ainda carrego comigo o glicosímetro, para checar se eu sentir algum sintoma de hipo. Nos últimos meses melhorei bastante esse quadro. Depois vou fazer um post contando melhor sobre esse assunto pra vocês. Beleza?

O blog vai acabar?

Não, não vai acabar! Eu pensei bastante e cheguei a conclusão que o diabetes faz parte da minha vida de uma forma ou de outra. Faz parte do meu passado recente, do presente da minha mãe e de uma boa parte da minha família. Aqui no blog eu aprendi que por mais que minha voz seja pequena diante de tanta informação na internet, eu tenho a oportunidade de trocar experiências, trazer informações relevantes sobre o tratamento do diabetes e assim motivar que outras pessoas tenham um bom controle da doença e possam ser felizes. E é isso que eu quero continuar fazendo nesse ano. O blog vai continuar e agora com um conteúdo mais informativo, com mais dicas de alimentação e mais receitas zero açúcar. Afinal de contas, continuo comendo meus docinhos diet, rs.

Qualquer dúvida podem me mandar mensagens que vou responder todas com muito carinho!

Um beijo!

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